domingo, 13 de dezembro de 2009

Quadrado

O meu samba não tem graça, não tem swing não tem pegada
Nem se quer um pandeiro sei tocar
Mas fico ali do seu lado pra te ver cantar e fazer meu coração sorrir.
Me ensina por favor a nota certa a alcançar
O meu samba não tem graça, meu samba é quadrado
Fico atrás do tam-tam da cuíca do tamborim
Escondido bem ali do lado esperando a hora pra não entrar errado
Entre tantos mestres, tantos artistas, tantos poetas
Tantos bambas tantos sambas
O meu nasceu quadrado, mas do seu lado aos poucos vou sendo lapidado.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ciclo natural

_ E agora André? Como é que a gente faz pra ir embora?
_ Peraí Pai, deixa eu ver... vamos por aqui, pega a esquerda e vamos descer a Rebolças.
_Vira esquerda na Rebolças?
_ É pai, vai, acelera se não a gente não pega o sinal.... fechô. Já vai dando seta pra esquerda, pai. Vai, abriu.
_Nós vamos virar aqui?
_Não , Pai, só La em baixo, a gente vai pegar debaixo do minhocão sabe? Depois pega a treze, passa ali na pio14 ou 15, sabe? Ali atrás do extra?
_Ah! Sei sim.
_Entra aqui. Já fica desse lado que vai mais rápido. Vai pai acelera se não a gente não pega o sinal... Fechô. Vai , abriu.
_Viro aqui agora?
_Isso mesmo
_Aqui eu conheço. As vezes faço esse caminho pra ir na sua casa.

E andando a uns 5 por hora foi possível ver os olhos do meu pai se enchendo d’água:
_ Antigamente aquela casa ali era um hospital. Seu avô morreu ali. Veio fazer uns exames teve um infarto e morreu. Ao lado havia um conservatório e diz que quando seu avô morreu um pianista tocava. Morreu com musica.

Toda minha pressa paulistana acabou naquele quarteirão. Meu avo era maestro, meu pai toca piano e teclado. Somos uma família musical. Aquilo foi muito importante e marcante na vida do meu pai, e mesmo sem ter conhecido meu avô, aquela casa, aquela rua, e esse instante ficarão marcados em mim eternamente. Como se um encontro de gerações tivesse de fato ocorrido naquele momento.

Mudei de assunto antes que nos emocionássemos demais: _Vai, pai. Abriu o sinal. Aqui tem um monte de hospital né?
_Aqui tem sim, o pai da sua mãe morreu naquele ali...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Foco!

Meu objetivo com esse texto é dizer que o principal problema da juventude atual é a falta, justamente, de objetivo.
Pra isso, vou primeiro fazer uma introdução:

Estou mudando de área. Depois de 10 anos trabalhando com arte digital e até agora ter conseguido comprar uma bicicleta, um Playstation e algumas quinquilharias, resolvi trabalhar com o comercio. A ilusão é uma só: não ter mais preocupação com dinheiro, ter minha independência financeira decretada!
Depois de muito pensar num negocio, decidir por ele, pesquisar um pouco sobre o assunto (leia-se Google), resolvi dar uma passada no SEBRAE. Como diria Zagalo no Globo Esporte: “Ai sim, fomos surpreendidos”!
A primeira palestra que assisti foi um ponto determinante de mudança na minha vida. Parece um religioso falando que descobriu Jesus! Não chega a tanto, mas uma luz sim, isso sim, me senti iluminado com o saber!! ( Quase profético isso!)
Gravei com ferro em brasa na pele: A primeira coisa é ter um Objetivo.

Pronto, agora vem um monte de baboseira em 3 ou 4 parágrafos até chegarmos à conclusão. Mas precisamos desenvolver a linha de raciocínio para sermos compreendidos, não tem como queimar essa etapa. Seria como escrever “Quem?” e “galinha?” e ignorar o “nasceu primeiro o ovo ou a”!!! Continuando então:

Percebi que ser empresário deveria ser matéria de escola. Empreendedorismo pra ser mais especifico. Organizar seu dinheiro e administrar a própria vida, quem não precisa disso? Ë mania nacional gastar o que não tem, fazer um monte de crediário sem nem pensar na geladeira vazia. Somos totalmente desregrados. São poucos os organizados que sabem o dinheirinho que entra e sai. A maioria percebe que o dinheiro saiu quando ele acaba!
Mais profundo que simples dinheiro, ter o objetivo é o mais importante. Ë como um filme: Logo de cara já sabemos o que o mocinho precisa fazer, salvar a mocinha. Imaginem se o mocinho no meio do filme resolve ser um detetive particular e se mudar pra Malibu? Depois resolve ser o Vilão. E depois bombeiro, e depois jogador de futebol, e depois e depois e depois. Seria um filme sem fim. Agora pense na vida.
Quando a gente pensa num objetivo na vida, não somos nem um pouco objetivos!! Objetivo é quase um sonho inalcançável. Como crianças que querem ser jogadores, astronautas, pilotos...
Foco! O mocinho precisa salvar a mocinha. E em menos de 2 horas! E ai ele vai, passa por inúmeros obstáculos até finalmente chegar no castelo do mau. Enfrenta o vilão e salva a mocinha. Fim.

Eu queria ser diretor de TV. Mudar toda essa mediocridade televisiva e tomar o lugar dos Marinho! Antes quisesse ser astronauta! Não foi por falta de brilhantismo ou oportunidade. Foi sim a dura realidade. Trata-se de empresas de comunicação, o papel social é mínimo, pra cumprir tabela, o lance é grana. Nunca vão deixar de serem empresas. Sendo assim vou dirigir a minha empresa! Há! Voltando ao objetivo:
Aprendi que tenho que achar um ponto, abrir firma, entrar com financiamento, fechar com a franquia, reformar o lugar e finalmente abrir o negocio. Veja, o objetivo é abrir o negocio, mas preciso passar por todas essas etapas até marcar o gol.
Alem disso tenho uma projeção de ganhos e daqui 36 meses aproximadamente eu pago tudo isso que estou investindo, são 3 anos. Mais 2 anos to legal e chego no meu objetivo final que é minha estabilidade financeira. Lembra?
Agora vem a conclusão disso tudo e eu vou juntar os dois textos.
Comecei dizendo que a juventude de hoje não tem objetivos. Pois bem:

Passei 10 anos tentando ser alguma coisa que já nem sabia mais o que era. Já fui câmera, editor, diretor, produtor, assistente, fotografo, motorista, maquinista, de tudo dentro de um set. Não sabia mais se queria cinema, televisão ou publicidade. Coincidentemente esse 10 anos foram meus 20 anos. That’s over baby! E por isso que vejo que o mal da juventude é a falta de objetivos. Curtos, que durem não mais que 5 anos. Claro que tem a faculdade nesse meio que toma 4 anos no mínimo. Mas e depois? O que eu conheço de pessoas que saíram da faculdade mais desnorteadas de quando entraram, não é brincadeira. Ninguém sabe ao certo o que fazer. Para onde ir. Acabamos que atiramos pra todos os lados e quando menos percebemos lá se foram 10 anos e a sensação de que não fizemos nada prevalece.
Quantos a gente não escuta dizendo que queria passar um tempo em Londres, nos EUA e nunca foram? O que essas pessoas realmente fazem pra chegar a esse objetivo? São como o mocinho que mudou de idéia no meio do filme. Um dia elas podem ir pra La, mas vai demorar tanto.
O lance é mirar logo ali. Tiro certeiro, em pouco tempo vc atinge o alvo. Como meu objetivo de dizer do mal da juventude lá no começo do texto. Passando pelas etapas até chegar numa conclusão. E depois? Depois a gente mira noutro, e noutro e noutro. Acumular pequenas grandes vitorias ao longo da vida é melhor que sentir o gosto de uma única no fim da vida.

Sejamos os Mocinhos do nosso filme. E salvem suas mocinhas!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Deixei a cidade entrar

Deixei a cidade entrar
Estava no meu mundo de aluguel
De cheiro de banho quente e desodorante rollon
A casa cheia de vapor
Deixei ele sair mas a cidade entrou

A britadeira que não para de britar
A buzina que vem gritando deixa deixa eu passar
E no breque do buzao encontrei um sabiá
A sabiá
Que pousou na janela que abri
Quando deixei a cidade entrar
E tudo acabar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dos ficantes aos namoridos [ Martha Medeiros]

Fiz um link desse texto da Martha Medeiros com o meu logo abaixo. Faça voce também!
Ótimo pra refletir no fim de semana. Bom descanso a todos.

~'~

Dos ficantes aos namoridos

Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Geraçao Careta

Viva a revolução sexual! Viva!
Mas que porra é essa?
Suruba? Ciclistas nus na Avenida Paulista? Ou quem sabe meninos com meninos, meninas com meninas tudo misturado nas baladinhas mUdernas da Augusta?

Até onde eu sei a tal revolução aconteceu nas décadas de 60 e 70. E o que hoje parece banal antes era um problema.
A palavra “ficar”, por exemplo, significava não mais que um estado físico. E até os 18 anos eram comuns muitas meninas e meninos nunca terem provado o sabor de um beijo. O namoro acontecia na sala com a família reunida e o Maximo que acontecia era pegar nas mãos.
A mulher era fortemente repreendida pela sociedade caso divorciasse-se de seu marido e vivesse solteira. Era duro, pensa! Igreja e família pesavam muito no comportamento das pessoas. A virgindade era sagrada num casamento.
Sem contar os tabus como homossexualidade, visto com olhos preconceituosos até hoje.
A classe artística, que também sofria preconceito sexual, quem era ator de teatro era promiscuo e ponto, começou a se manifestar. Lutar pelo sentimento contido dentro de todos da época. Queriam se expressar, queriam amar, queriam viver a liberdade de escolha. Sentir prazer não é pecado! Aos poucos a coisa foi tomando proporções gigantescas culminando no Wood Stock. Inúmeros movimentos surgiram depois desse evento. Feministas, Gays, e todos que estavam dentro do armário se uniram e foram as ruas, assumiram-se e exigiam da sociedade o respeito devido. Aí eu nasci.

7 de novembro de 1979. Trinta anos atrás. Era meio que o fim da “porraloquisse” toda e o começo da era mais brega de todos os tempos. Hoje a galera vai beber dessa fonte e pra mim são pouquíssimas as coisas que salvam. Principalmente se tratando de visual. Mas voltando a revolução sexual...
Nessa época falava-se muito em AIDS. E a tal da revolução retrocedeu um pouco. De repente aquela zona do Wood stock não poderia rolar sem camisinha! E isso nos retraiu um pouco até meados dos anos 90 e com o bum mais recente na virada do milênio. Anos 2000 só alegria.
Pra mim, o primeiro indicio do que viraríamos hoje, foi a invenção do Ficar. Os mais velhos m perguntavam o que era isso, como funcionava. A tio, agente sai, olha a menina se rolar a gente fica; dá uns beijos e só. Mas não tem namoro? Naaaao Tio! Era difícil deles entenderem.

Muito bem, chegamos onde chegamos. O sexo hoje ficou fácil. Foi essa a herança deixada pela revolução sexual. Transa-se por simples tesão. Gozamos por puro prazer. Até o mito de dar pro carinha na primeira noite já era. O de mulher galinha também. Hoje todo mundo transa. Todo mundo goza. Todo mundo trepa. Mais fácil encontrar um pré-adolescente que já transou que ter feito a primeira comunhão! Viva a revolução sexual! Viva! Será?

Quando o assunto é coração e não tesão a coisa pega. Ficamos mais perdidos que ponta no cinzeiro! E tão queimados quanto! Ardendo em duvidas e incertezas. Entraves e tentando achar-se em inúmeras classificações: HT, Gay, Lesbica, Bi. Mas é mais profundo que simples nomenclatura. O que dizer das relações amorosas entre 3 pessoas? Traição? Fidelidade? O quanto somos modernos quanto a isso? Nada, ou quase nada. Sofremos amor como nossos avós. Separamos a genitália do resto do corpo. Coração, mente e sexo estão unidos, mas insistimos em separá-los. Enquanto vivemos toda essa liberdade sexual, ainda nos emocionamos com casamentos de amigos. Alguns leitores com seus próprios casamentos. Vi hoje mesmo. Uma amiga postou uma foto de uma noiva no facebook e os comentários foram todos elogiosos. E com uma pontinha de inveja!
Somos caretas, retrógados quanto ao relacionamento. Trasar é fácil relacionar-se não. O quanto realmente nos aprofundamos e conhecemos o próximo? Quanto nos conhecemos? E quanto realmente estamos abertos para o próximo?

Minha primeira atitude tomada quanto a essas questões foi ser sincero. O mais sincero possível, sabendo que é impossível ser totalmente. Tenta pra você ver. Vai perder os amigos em 1 mês! Mas comigo eu posso ser. Ser sincero com meus sentimentos. Não vou negar as pessoas que gosto e o que sinto por elas, seja lá o que for. Deixei de lado o jogo bobo da sedução. Não existe cartilha no amor. Não existe formula. Mais UTIL dizer ao próximo o que sinto por ele do que tentar seduzi-lo dizendo o que queira ouvir. Esse é o jogo de que estava falando. Se me perguntarem: Você me ama? – Minha resposta vai ser meu sentimento mais sincero que tenho por ela. Quem sabe o que é amar alguém? Posso dizer que penso sempre nela, o tempo todo, que imagino milhões de coisas para fazer com ela, que sinto desejo, que as horas voam quando estamos juntos e se tudo isso que sinto é amor, então sim eu amo. Mas se tenho desejo, atração, gosto da “pegada”, do beijo e do sexo, vou dizer isso. Tinha até uma musica na Jovem Pan, de miiiiiiileanos que era assim: Coisa de maluco dizer que ama, só pra levar mais uma pra cama.

Espero ser menos careta agindo assim.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Paula Souto

Previ o futuro!

"Não duvidem se daqui a pouco aparecer a “Mulher Ban-Ban” estampada na capa de uma revista masculina ou num programa de TV."

Escrevi isso logo quando aconteceu o caso. Entrevistas ela ja deu um monte, até ao vivo no Fantastico. Logo ela ganha um programa alá TV Fama. E revista? Imaginem meu espanto ao ver isso: "Playboy tem interesse na nudez de Geisy Arruda, diz jornal"

Agora só falta eu prever os numeros da mega-sena!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pra alegrar e entrar no clima de feriadão

A Puta da Uniban

Voces viram a “Puta da Uniban”? Foi assim que ficou conhecido o caso da menina que foi com um vestido curto pra faculdade e teve que sair escoltada. ( Veja aqui )

A primeira coisa que me vem a mente é: Que universitários são esses?
No mínimo hipócritas. Finge-se uma modernidade, uma liberdade sexual, mas nesse caso me parece um bando de “punheteiros” reclusos que nunca viram uma mulher vestida assim. Aliás, existem muito piores na televisão, na mídia, na propaganda de rua, nos cartazes, em todo lugar vemos mulheres semi-nuas vendendo alguma coisa. Bem “pior” que a garota da Uniban.
Que pudor é esse? Que infantilidade é essa? Quarto colegial? Parece coisa de escola. Nem isso! Na escola certamente os alunos envolvidos tomariam uma advertência, ou uma bronca e logo estariam em sala de aula. Isso sem falar na educação. Se eu vejo uma aluna vestida assim, comento com o colega do lado, poderia desaprovar, ou achar “gostosa”, mas daí você sacar de seu celular e correr para tirar uma foto de baixo do vestido da menina me parece quase canibalismo! Desaprovar a estética é uma coisa, agora, julgar socialmente por isso é um absurdo. Preconceituoso e imaturo.

Como uma universidade deixa o fato tomar proporções desse porte? Que controle existe sobre os alunos que ali estudam? Nenhuma né? A maioria, teoricamente, é maior de idade, dono do seu próprio nariz como dizem. Mas o que me deixa realmente abismado é a quantidade de pessoas que perseguiram a menina. Puuuta! Puuuta! Gritando pelos corredores como se fossem cachorros enlouquecidos atrás de uma cadela no cio. Aí me parece aquela coisa: Os meninos adorariam ficar com ela, mas acham que é muita areia pro caminhão então xingam.; e as meninas querendo ter um monte de meninos no pé, invejam e xingam também! Antes fosse só ego ferido. Tem muito mais coisa envolvida nessa historia. Uma coisa é certa, estudar não é o objetivo desses alunos. É muito mais interessante ter um arquivo no celular que uma matéria gravada na memória que vai ajudá-los pro resto da vida profissional. Ë mais preocupante o vestido da menina que seu próprio estudo e bolso. Sim o bolso, pois pagam pra receber esse ensino. Deveriam então gastar esse dinheiro na zona. O que seria mais interessante que uma simples foto ou vídeo.

Não duvidem se daqui a pouco aparecer a “Mulher Ban-Ban” estampada na capa de uma revista masculina ou num programa de TV. Nem precisa de pesquisa de mercado. Aceitação mais que comprovada. Negocião! Ontem saiu o “Top of Mind 2009”na Folha e em uma parte perguntam aos publicitários: publicidade é...
O Sergio Gordilho e o Cássio Zanatta da “África” responderam: “Publicidade é você, xavecado por uma marca.” Perfeito! Nova garota propaganda da Uniban, Mulher ban-ban te xavecando. Sucesso total!

E que conclusão chegar dessa história toda? E tem?
Só me dá medo! Medo dos profissionais que virão. Medo do que nossa sociedade esta se transformando. Medo de um futuro sem perspectiva. Medo de a mediocridade prevalecer sobre a sabedoria. Medo de o Brasil virar uma bunda só. Medo da juventude inconseqüente. Medo de a educação virar um completo fiasco, se já não é. Medo de colocar um filho no mundo.
Já ouviram a expressão: “Aí virou Brasil”? É usada pra quando a coisa fica uma bagunça só. Pois fim:
Aí virou Brasil!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Microconto por Miriam Prado e eu.

'Somente quando viu seu membro sendo jogado na frigideira, percebeu que a mulher realmente falava sério'

Filho da Elaine.

Palavras ao vento2 ( Pedir com o Coração )

Pedir com o coração?
Pede-se porque queres
Se não fosse assim porque pediria?
Não seria melhor lutar do que pedir?
Na luta alguém sempre sai ferido – respondeu
Como ter um coração sem matar seu dono,
Se não doando o seu próprio ao sacrifício?
Mate-me e renascerei das cinzas,
Doe-se e cuidar-te-ei por todo sempre.

Palavras ao vento1 ( dei bandeira )

Dei bandeira.
Quem dá bandeira leva tiro na cabeça!
Fica ali exposto e frágil feito pinto molhado,
Parado feito espantalho.
Uma bandeira do tamanho de uma tela de cinema.
Iluminada pelo maior canhão de luz que o homem já construiu.
Exibindo em primeiríssima mão para seu deleite e seu espanto.
Ver-me daquele tamanho foi mais que simples estética.
Entranhas à mostra! Mas é assim...
Dei bandeira!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

As Internéticas

Minha amiga Mirian Prado enveredou-se na literatura e resolveu escrever contos. Me deu a honra de postar aqui um dos seus primeiríssomos. Comentários sempre bem vindos.



As Internéticas


...A detalhista provedora desbocada


José Otávio,

Hoje à tarde eu fiquei pensando em você aí nesse congresso de consultores imobiliários e morrendo de peninha do meu maridinho queridinho que tem que ficar indo nesses compromissos chatinhos de trabalho!!! Fiquei com tanta saudade de você, meu amor!!
Daí, liguei no seu celular para saber como estava sendo o seu dia, mas acho que você não podia atender...
Isto porque, quando liguei, pude perceber que seu celular realmente está com aquele probleminha que você me falou outro dia, se lembra???
Sabe, queridinho, o seu telefone realmente atende às ligações automaticamente, sem nem sequer dar tempo de tocar! Então, qualquer um que te liga fica escutando exatamente o que você está fazendo do outro lado da linha. Por acaso você se lembra do que você estava fazendo hoje à tarde, meu amor???
NÃO SE LEMBRA, NÃO, SEU GRANDISSÍSSIMO FILHO DE UMA PUTA???
Pois bem, José Otávio! Eu escutei muito bem você transando com alguma piranha hoje, seu cretino de merda, enquanto eu estava aqui pensando que você estava numa porra dum congresso!!! Isso se é que não eram duas piranhas de uma vez só, né, seu canalha safado!?
Nem adianta negar, seu mentiroso descarado, porque eu escutei muito bem ela gritando e você gemendo com aquela tua voz fina nojenta! Eu escutei tudo!!! Fiquei aqui imaginando você suando em cima dela, seu escroto, do jeito que faz comigo!!!
E pensar que eu fiquei aqui a semana inteira sozinha, dando duro no trabalho e acreditando que você estava aí estudando, se esforçando muito pra voltar ao mercado de trabalho como consultor imobiliário!!! Mas, não!!!! Você realmente é um inútil!!!
Você se esqueceu que fui eu que paguei a sua ida a esse congresso, seu bosta??? Aposto que não, seu ingrato!!! Você é um sem vergonha, sem caráter!!!
Vou me arrepender pro resto da minha vida do dia que eu entrei naquele seu carro imundo e aceitei aquela sua carona maldita!!! Quero esquecer do dia em que eu te conheci!
Eu te dei de tudo! Paguei tua faculdade, te dei carro, casa, comida e roupa lavada, seu merda! E você apronta uma dessas comigo???
Você é um filho da puta e não merece um centavo do dinheiro que eu investi em você! Você é vulgar, ignorante e eu odeio o seu mau gosto!
O engraçado é que aqui em casa, comigo, você nunca dá conta!! Muito pelo contrário, vive broxando!!! Mas, fora de casa, seu safado, você fica por aí, às minhas custas, gemendo na cama de qualquer vagabunda!
É por isso que agora eu vou dormir com aquele seu ex-chefe gostosão, que te colocou na rua porque você é um burro incompetente, e sempre deu em cima de mim, se lembra, seu otário?! Pode ter certeza que essa vai ser a primeira coisa que eu vou fazer! Hoje mesmo, se for possível!!! Só não dei pra ele antes porque eu sim tenho alguma vergonha nessa minha cara! Ao contrário de você, seu infeliz, que não sabe o que é honestidade!
José Otavio, eu não quero nunca mais ter o desprazer de olhar pra essa sua cara!
Estou mandando todos os seus trapinhos de roupas de quinta categoria e suas coisas lá pra casa da sua mãe (que por sinal também é uma vaca interesseira!).
E já mudei a fechadura de casa e avisei para o porteiro que se você tentar entrar é pra chamar a polícia!!! Nem tente chegar perto desta casa, você entendeu, seu desgraçado?
Este apartamento aqui é meu, tudo que tem nele é meu também e você nem pense em levar nada daqui senão eu te mato!
Aquele carro amaldiçoado que eu te dei está trancado na garagem e eu EXIJO que você o passe pro meu nome assim que você voltar dessa sua putaria! Vou vendê-lo o mais rápido possível e passar minhas próximas férias com um outro homem muito melhor que você no Caribe!
Já vou avisando que cancelei seu plano de saúde e sua conta de telefone. Aliás, cancelei todas as contas que eu pago pra você, os cartões de crédito e retirei todo o dinheiro que tínhamos na conta conjunta. Além disso, sustei o cheque que eu tinha dado pra você ir pra esse congresso aí, seu safado, e espero que o hotel te jogue na rua como um cachorro vagabundo na frente de todo mundo!!!
Pode deixar que eu vou falar pra todo mundo que eu me separei de você porque te peguei dormindo com um outro homem enorme na nossa cama!!! Vou falar pra todo mundo que você é um broxa veado!
Então, José Otávio, suma pra sempre da minha vida, seu merda! E aproveita e enfia aquele seu telefone que não ta funcionando mesmo rabo!
Tchau pra sempre!


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...A provedora classuda


José Otávio,


Por meio deste, venho comunicar-lhe que hoje, no período da tarde, ao ligar para seu telefone móvel, descobri dois fatos, no mínimo, inusitados e curiosos.
O primeiro deles é que o seu aparelho celular está com algum mal-funcionamento e atende às ligações automaticamente, sem sequer dar qualquer sinal de toque. Ou seja, quem quer que lhe telefone, pode ouvir tudo que se passa do outro lado da linha.
O segundo é que pude constatar que você realmente está mantendo algum tipo de relacionamento extraconjugal, pois pude perceber que você e sua ‘concubina’ (ou seja lá o que a tal for) estavam praticando atos libidinosos quando lhe telefonei.
Tendo em vista que eu acreditava que você estava em algum congresso com o objetivo de alavancar seu retorno ao mercado imobiliário como consultor, fiquei bastante decepcionada com tal atitude.
Considerando todo o suporte econômico e afetivo que lhe proporcionei durante todos esses anos, esperava que você nutrisse por mim respeito maior.
Sendo assim, não acredito que possamos mais apaziguar as enormes diferenças sociais, econômicas e culturais existentes entre nós, pelo que concluo serem estas diversidades de cunho insuperável.
Ainda, é improvável que resgatemos qualquer tipo de relacionamento sexual ou afetivo, pelo que nossa convivência se tornou impossível e insuportável.
Informo-lhe que já estou providenciando o envio de seus pertences à casa de seus familiares, bem como tomando as providências necessárias para a proteção de meus bens (incluindo o imóvel no qual morávamos juntos e o veículo automotor que eu havia lhe presenteado).
Peço que não entre mais em contato (nem comigo, nem com os meus), mantendo-se o restante de dignidade que ainda possuímos.
As discussões sobre valores a serem restituídos por você e a divisão dos bens, deverão ser feitas, exclusivamente, entre nossos advogados. A minha, Dra. Adriana, deverá entrar em contato com você brevemente.
Sem mais para o momento. Passe bem.

Atenciosamente,


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...A provedora incondicional

eu.amo.joseotavio@ diz: José Otávio, meu amor? Você ta on-line?

(uma hora depois)

Josemacho@ diz: oi, amorzinho! Só vi seu recado aqui no aqui no computador agora! Tudo bem aí em casa? As crianças? Você está bem, minha florzinha?
eu.amo.joseotavio@ diz: Meu amorzinho! Que saudade enorme! Aqui está tudo bem. E aí? Como você está? Como está indo o congresso? Muito chato, meu amor?
Josemacho@ diz: nossa, minha flor, estou muito cansado...isso aqui é uma chatisse que você não pode imaginar....
eu.amo.joseotavio@ diz: Meu amor, eu estou morrendo de saudades de você, mas estou muito orgulhosa do meu maridão que está se esforçando tanto!
Josemacho@ diz: 
eu.amo.joseotavio@ diz: Mas então, meu amorzinho...que coisa estranha aconteceu hoje a tarde!!! Liguei pro seu celular e parece que ele atendeu sozinho logo que tocou, sabe? Acho mesmo que está com aquele probleminha que você me falou! Fiquei ouvindo uns barulhinhos estranhos! O que você estava fazendo hoje à tarde, meu amor?
Josemacho@ diz: eu estava numa palestra chatíssima hoje à tarde, minha flor, sobre valorização imobiliária..
eu.amo.joseotavio@ diz: Nossa, meu amor...que coisa estranha...sabe o que foi engraçado? Parece que eu ouvi duas pessoas fazendo amor do outro lado da linha? E a voz parecia tanto com a sua!!!
Josemacho@ diz: AHHH ! Já, sei, minha flor! Deixei o celular pertinho da televisão e fui para a palestra...você deve ter ligado e ouvido o filme que estava passando. Quando voltei pro quarto, vi que a TV estava ligada com o celular em cima dela. Foi isso!!!
eu.amo.joseotavio@ diz: Mas parecia tanto com a sua voz, José Otávio! Você não está me escondendo nada, não, né, meu amor?
Josemacho@ diz: claro que não, minha flor!!! Era só a TV ligada mesmo!!! Você acha que eu ia trocar você, essa mulher perfeita que você, por qualquer vagabunda por aí?? De forma nenhuma! Eu te amo meu amor! Não vejo a hora de voltar pra casa!
eu.amo.joseotavio@ diz: ai, amor! Eu te amo também! E confio muito, muito, muito em você!
Josemacho@ diz: Heheheh! Que coisa engraçada, né, meu amor!? Se você não me conhecesse tão bem, até poderia pensar outra coisa...
eu.amo.joseotavio@ diz: Mas, vamos deixar isso pra lá, né!? Estou aqui te esperando no nosso apartamentinho morrendo de saudades, indo trabalhar com seu carro e cuidando dele pra você enquanto você não está aqui! Eu e seu carro sentimos tanta falta de você, meu bem!!! Você nem imagina!!! Além disso, comprei um monte de presentes pra você, tá? Um monte de surpresas!!!
Josemacho@ diz:ah, minha flor! Você é demais!!!
eu.amo.joseotavio@ diz: Inclusive, vou agora mesmo comprar um celular novinho pra você, daqueles maravilhosos que acabaram de lançar!!! Assim acabou o nosso problema, certo, meu amor? Nada mais de celular que ficam fazendo barulhinhos estranhos!!!
Josemacho@ diz: Obrigada, meu amorzinho!!! Agora que eu tenho que ir porque tenho palestra noturna, acredita?
eu.amo.joseotavio@ diz: Mas são dez e meia da noite, José Otávio!!!
Josemacho@ diz: é, meu amor...eu tenho que ir à todas as palestras aqui! Estou me esforçando muito pra te dar uma vida melhor, minha florzinha! É uma chatisse, mas quando penso em você, sinto forças pra ir pra essas aulas horríveis!
eu.amo.joseotavio@ diz: Ta bom meu amor, força, viu? Muitos beijinhos e te espero ansiosamente aqui. Aproveite bastante! Estou aqui todinha pra você! Beijinhos!!!

No melhor estilo: Peida que eu trago!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Palavrão

Essa semana, mais uma vez, houve denuncias de cartilhas escolares com palavrões.
Pais indignados com tal atrocidade, professores envergonhados repórteres âncoras e seus comentários pertinentes, opinião publica... Todo mundo “puto” da vida com essa “merda”.
“Porra” gente, afinal, porque palavrão é palavrão?
Seria por conta da Igreja e sua “castração psicológica” ( ta na moda castração química pra pedofilia!) onde nada que se refere a sexo pode ser dito? Era assunto proibido no século passado falar de sexo. Principalmente antes do casamento. E tudo que se refere a ele virou palavrão? Por exemplo, num breve apanhado que fiz aqui com os palavrões, percebi que os principais são relacionados ao sexo:
- Vai tomar no seu cu
- Caralho
- Buceta
- Porra
- Cacete
- Chupa
- Vai se foder
- fodeu
- Cusão

Tem também o “Filho da Puta”. Nesse caso, penso eu, é uma questão mais social. Assim como o Corno, morfético, Viado, Vaca, Galinha.
Bom, mas porque “caraleos” palavrão é palavrão? Veja, não seria uma questão de interpretação? Tirando a igreja de lado e pensando na gramática, são maneiras pejorativas de dizer as coisas. O filho da puta é só uma frase que explica quem a pessoa é. Eu sou filho de dentistas, aquele é filho de médico, outro ali é filho de frentista, outro filho de motorista, filho de mecânico, filho disso, daquilo e, filho da puta. A profissão mais antiga do mundo que possui inclusive, um sindicato.
Vai tomar no seu cu é uma maneira mais “roots”de pedir pra pessoa ir fazer algo mais prazeroso pra ela ( supostamente) que encher o seu saco. Poderíamos dizer: Queridão, vai ali fazer um sexo anal e me deixa aqui no meu canto. Mas ia demorar muito, então vá tomar no cu é mais rápido. Que é o mesmo caso que se “vá se fuder”.

O palavrão pode ser uma forma de descarga emocional. Você acorda meio sonolento e vai pro banheiro, no caminho “mete” o dedão no pé da cama. No mínimo um “ai, carealho” vai rolar. E no transito então? Impossível dirigir em São Paulo sem xingar alguém. Jogo de futebol então é ótimo exemplo. Quando a Globo dá aquele clouse no jogador em câmera lenta, lemos tranquilamente o lábio do jogador: Porra, caralho.

Tudo isso sem contar o dia-a-dia. Em qualquer lugar escutamos palavrões como se fosse “bom dia”, “obrigado”, “por favor”. É muito natural.
O uso dessas palavras, apesar de normais, deve ser educado. Manja o lance de “bom tom”? Isso a gente aprende em casa. Não é de bom tom, numa sessão solene por exemplo, usar essas palavras e expressões. Numa reunião profissional, em lugares de convívio social mais elitista. Enfim, cabe a cada um, e a educação que teve, discernir onde o palavrão deve ser usado.

Para mim, é como discutir nudez no Brasil. Mulheres saem peladas na rua durante o carnaval e vira e meche tem alguém achando um absurdo uma ou outra que apareceu nua fora de época! Ou coisas que aparecem na TV que causa sentimentos de repulsa. Deve ser as velhinhas do século passado que ficam horrorizadas quando vêem um pinto na frente. Ou uma nudez. Ou ouvem um palavrão.

Ok, crianças devem ser educadas e com uma cartilha cheia de palavrões não é o melhor exemplo. Crianças, veja bem, até a quarta ou quinta séries. Depois disso todas sabem muito bem o que cada palavrão significa. O que acontece é que o papel da família de educar seus filhos foi transferido para escola. Acomodação dos pais. Transferência de responsabilidades. Mas ninguém melhor para ensinar a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “obrigado”, “por favor”, “desculpe”, “com licença” , que os próprios pais.
A educação deveria se moldar as atualidades. Ao mundo de hoje. As cartilhas estão na era do vosmecê e hoje a molecada chegou no “VC”. Não que ache isso correto. É só um exemplo.

O que acho mesmo é que essa história é uma grande hipocrisia, como tantas outras que permeiam nosso dia-a-dia. Viva Brasil!


Para se ligar no assunto assita aqui

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Defenda-se

Gente! Gente! Vocês viram a pancadaria comendo solta na saída da escola?
Duas meninas saíram na mão por causa do namorado. O louco foi escutar a mãe de uma delas fazendo às vezes de um técnico de luta marcial: Chuta! Soca! Bate! Na cara! Vai!
E quando tentavam separar as lutadoras a mãe gritava: Ninguém entra! É minha filha, deixa que ela resolva sozinha!
Assistindo o jornal de hoje me senti como se estivesse no ginasial. Hoje é ensino fundamental se não me engano. De quinta à oitava série. Voltei pra essa época e a TV foi como o coleguinha que vinha avisar: Hoje, na saída, vai ter briga.
Acontecia direto. Eu mesmo briguei algumas vezes. E sempre é a mesma coisa:
Primeiro um dos oponentes chega para tirar satisfação. Depois os dois começam a se peitar e a roda de espectadores cresce. Quando o primeiro dá um empurrão e os dois se pegam, vira um tumulto só! Todo mundo queria ver o pau comer. Sangue! O bom é que na época, as brigas eram com chutes e socos. No máximo uma pedra, um pedaço de pau, mas ai o cara já estava apelando.
Sempre escutava da minha mãe pra me proteger e proteger minha irmã. Soquei um moleque uma vez por que estava zuando com minha maninha. Rolou escada abaixo.
Tios, primos, amigos, todo homem sabe que quem não bate apanha e todos ensinam um ao outro uma maneira ou outra de se defender.

Naturais como brigas de território entre animais ou para definir o macho alfa. Natural entre irmãos, como na fauna, como qualquer raça sobre a face da terra. Brigar faz parte da nossa sobrevivência. Brigamos todos os dias sem chegar ao extremo físico. Mas brigamos. Pra pagar contas, para comer, para viver é necessário brigar. Para conseguir ficar com aquela mina, com aquele carinha, é uma tremenda luta! E assim vivemos.

Acontece que somos racionais. Que pensamos e podemos sempre chegar num acordo verbal. Certo? Balela! Se assim fosse não haveriam guerras. Não haveriam conflitos nem mortes desnecessárias. Somos violentos. E cada vez mais! Outro dia mesmo foi divulgado um vídeo de um coitado que apanhou até cair por que o carro quebrou na rua. E brigas do tipo andam acontecendo com freqüência. Nós, os racionais, estamos perdendo o verdadeiro propósito da briga corporal. Se é que existe um! Hoje tem muita gente apelando pra uma arma. E o pior, usando-a por motivos cada vez mais banais. E isso não é normal. Violência gratuita não é normal.

Voltando pro caso da escola. Duas meninas brigando por um menino e a mãe impedindo a separação da briga. E ensinando a filha a brigar. O que foi isso?
Parte de uma verdade é que a mãe estava ensinando a filha a resolver os problemas dela. A velha máxima: Não leve desaforo pra casa.
O que chocou foi ser a mãe, mas quantas vezes na vida um irmão mais velho, um amigo, uma amiga não fizeram o mesmo? E quantas brigas acontecem por ai do mesmo jeito e não ficamos sabendo?
Hoje todo mundo tem uma câmera no bolso. A divulgação dessas imagens deixa-nos perplexos, mas não podemos achar anormal. Meu filho terá a melhor educação possível. Será respeitoso e educado. Espero. Mas não vou ensiná-lo a levar um tapa na cara e dar a outra face. Levou tapa chuta o saco! Bate na cara. Soca! O principal ensinamento porem é nunca chegar nesse ponto. E sempre correr de brigas e confusões. Trata-se de se defender. Que nem inchu de abelha. Se você enfiar um galho lá, as abelhas não vão conversar com você. Pode ter certeza disso!

Polemicas a parte: Defenda-se!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Emails Enviados

Sem querer acabei participando de mais uma história digna de trama novelística ou cinematográfica. Teve romance, intriga, traição, suspense, ação... Tudo que um bom enredo pode ter. Só não teve perseguição de carro nem explosão e nem tiro, mas prende a atenção da platéia e por isso decidi contá-la.

Não sei se o roteiro é bom, pra mim foi um tanto óbvio, esperei a surpresa e ela não veio. Decifrei a trama logo de cara, mas se você está no pique de uma “Sessão da Tarde” ao melhor estilo Wood Allen, ajeite-se na poltrona e estoure algumas pipocas.
Trata-se de uma história verídica e para preservar as pessoas envolvidas, os nomes são fictícios, João e Maria.

Sou muito amigo da Maria e um belo dia ela me contou que estava saindo com João. Como qualquer amigo que se preze quis saber mais sobre o rapaz.
João era um gordinho que resolveu perder todas suas formas arredondadas e adquirir músculos, ficar esbelto, charmoso e visto, principalmente visto, por todas as meninas. Isso não foi a Maria que me contou, já fui gordo, já perdi quilos e vi a diferença. Já quis ser visto e mostrar, para amigos pegadores, a mulher linda e gostosa com quem eu estou saindo. Coisa de moleque. Coisa dos meus idos dezoito anos. Porem, coisas que se não resolvidas na época duram por muito tempo. Quiçá a vida toda.
Já pesei 140 kg e pensei em cirurgia, fui pra SPA, fiz academia, e tudo se resumi ao psicológico. Escutei de inúmeras pessoas: “Se você não se achar bonito, quem vai?”, “Você tem que se gostar”, coisas do tipo.
E eram verdades. Verdades que não enxergava. Quando tudo passou a ser visto pelo ângulo da saúde e bem estar, perdi peso e quando me dei conta, minha intimidade, meu objetivo de tornar-me saudável, começou a se transformar em atração para outras pessoas. O que me fazia bem, o que me deixava feliz, correr cada vez mais longe, pedalar cada vez mais, me sentir cada vez melhor, começou a reluzir como beleza e sedução. Olhares começaram a ser direcionados pra mim e feições de prazer tornaram-se freqüentes. Meu ego inflou e percebi como a sociedade que vivemos hoje é presa à estética corporal e tudo que sofri na adolescência foi por não me dedicar a mim mesmo.
Esse sentimento, quando descoberto e vivido, transforma-nos, nós homens, em simples garanhões. Sentimo-nos como os machos alfas! E exploramos ao Maximo nosso poder de sedução.

A Maria me contou então, que não eram muito parecidos. Que ele era um viciado em academia. Que vivia malhando e que prezava muito o corpo. Num depoimento via Orkut, cheguei até a pagina do João, onde lá havia um comentário de um amigo que me chamou a atenção: Obeso Mórbido
Até hoje não sei ao certo se li errado ou se é isso mesmo, mas na hora, li Obeso MorDido. Mordido, pra mim, é a pessoa que ficou puta com alguma coisa, quando não se conforma, fica bravo, enfim, quando surge um certo sentimento de vingança ou desforra. O mesmo sentimento do gordinho que emagrece e quer sair com todas as menininhas. O que me deixou preocupado com os sentimentos que a Maria poderia estar criando e principalmente, o que o João realmente estava querendo.
Mesmo não sendo de todo parecidos, a Maria via algumas qualidades no João, conhecia o moço de uma maneira diferente da que ele se mostrava. Uma maneira mais carinhosa, um jeito mais delicado e confortante que não mostrava em publico. Um outro João que despertou uma curiosidade maior na Maria e um sentimento mais concreto começou a crescer. Estavam bem. Saiam mais. Conversavam e trocavam mensagens o dia todo. Até o dia em que ele deu um “perdido”.
Já se passavam alguns dias que não se encontravam e num telefonema, foi decidido que não se veriam naquele fim de semana pois... ai uma desculpa qualquer soaria como uma... desculpa qualquer. O homem não sabe mentir. Fato. Falando aos sussurros deu a tal desculpa para a Maria e passado o ocorrido, Maria sentiu-se, ainda assim, culpada por desconfiar de alguma coisa. Com alguma lábia e charme, João fez a poeira baixar e continuaram juntos.

Foi quando recebi um email da Maria. Não estava nada bem. Acabara de receber um email de uma menina, a ex do João. Vou chama-la aqui de Joana. No email da Joana, em anexo, estavam várias conversas entre ela e João. Declarações de “Eu te amo” escritas em caixa alta, palavras intimas e o principal: Toda uma seqüência de email trocados combinando um encontro.
Acontece que a Joana escreveu toda a relação que tinha, ou tem, com o João, com detalhes e fatos que deixavam muito claro que o João estava usando do seu potencial sedutor para ficar com as duas. Detalhes de conversas que ele teve com a Maria no dia do perdido, onde Joana diz no email, estar junto com o dito garanhão, na hora do telefonema da Maria. Para ajudar, Joana disse ainda, ter sofrido agressões físicas e que depois disso resolveu mandar o email pra Maria com o intuito de mostrar a verdadeira cara do João.
Somado a isso, algumas amigas da Maria viram o João de mãos dadas pelas ruas da cidade com outra, mas que não puderam dar certeza absoluta. Isso gerou uma outra historia entre as amigas, onde o principal conflito era o “disse que disse” o “conta não conta”.

É ai que eu entro. No meio dessa confusão, Maria me chamou pra conversar e me contou os detalhes sórdidos da trama. Precisávamos de um desfecho.
Maria ligou pro João e contou do email da Joana. Ele disse que a Joana é louca que já havia feito isso antes, que sentia um carinho muito grande pela Maria, que não poderiam terminar por conta dela e tal. O velho papo pensei eu. O mesmo papo que o hoem solta quando percebe que está perdendo a “foda permanente”. E com toda essa trama no ar, tentei achar uma solução. Ajudar de alguma maneira. Tentei estar errado, tentei achar que tudo era um mal entendido e que se a Maria realmente gostasse do João, precisávamos esclarecer essa história. E para isso, como os email onde supostamente o João havia se declarado e marcado encontros foram redigidos no computador da empresa, a única maneira de descobrirmos a verdade seria por lá. Sugeri para Maria que fossem juntos até a empresa e lá colocarem a historia a limpo. A arma secreta, porem, foi os menu “emails enviados”. Nunca ninguém lembra de apagá-los, ou nem lembram que eles existem. E disse para Maria olhar lá. Se existiram email para a Joana eles estariam ali. O João não apagaria esses email.

Enquanto conversávamos, João ligou. Combinaram de se encontrar. Deixei Maria numa esquina, Passei o João na outra. Lá foi Maria.
Contou-me depois, que ao chegar à empresa pediu para que ligasse o computador e entrasse no email. Conferiu a caixa de entrada e pediu para entrar nos emails enviados. Na mosca! A prova do crime estava ali estampada e nenhuma palavra dele teria mais valia. Num ataque de raiva Maria derrubou as coisas dele no chão, desceu o verbo e deve ter dado-lhe alguns tapas. O bombadinho perdeu todo seu glamour. Não esboçou reação. Maria deu as costas e foi embora. Diz que esqueceu a chave do carro teve que voltar ainda para buscar, mas depois foi mesmo! Sumiu. Chorou as pitangas com a mãe e no dia seguinte me contou o desfecho.
Quando vejo uma criança descobrindo alguma coisa ou um adolescente passando por alguma fase complicada da vida, sinto-me sábio o suficiente para entender aquele momento. Saber que já passei por aquilo e que é natural. Mesmo que errado. Não costumo dar conselhos, digo o que penso. Participar dessa historia foi como ver a tal criança, o adolescente. Foi como se já soubesse de tudo mesmo antes de conhecer o João. Criei meu preconceito com base no que vivi e senti. Não criei um estereótipo. Foram os fatos e atitudes que delataram o moço. Não colocaria uma foto minha em pose sem camisa mostrando a cueca num perfil do Orkut. Não usaria roupas apertadas para mostrar meus músculos.

(parênteses) Numa foto onde vi os 2 abraçados, ele vestia uma camiseta curta e apertada. Perguntei pra Maria e ela me disse que a desculpa dele foi que a camiseta havia encolhido. Minha pergunta: Quem veste uma camiseta antes de sair de casa, vê que encolheu, mas sai de casa mesmo assim?(fecha parênteses)

Nem deixaria de ver a namorada num sábado alegando estar cansado. Enfim, uma série de atitudes que somadas montam o perfil do rapaz.

Ninguém sabe que fim o João teve.
Maria esta de malas prontas pra Itália.

E eu?

Bom, eu aprendi mais uma. E acho que estou certo nas minhas atitudes. Aprendi a muito custo, o valor da verdade e da lealdade. Palavras muito mais importantes que fidelidade.
Nada disso teria sido sofrido se desde o inicio ficasse claro as verdadeiras intenções e sentimentos. O que impediu João dizer que existiam sentimentos, mas que o que ele queria mesmo era sexo? E se Maria só quisesse isso também? Ou se um dia Maria indagou seus sentimentos, porque João não aproveitou a deixa?
Pelo contrário, só dizia que a Maria era linda, que a adorava, que sentia algo a mais...
Só pra sexo. Nada totalmente sincero. Muito triste isso.
O Homem aprendeu que a mulher precisa de sentimento para ir à cama. E aprendeu isso há séculos! A Mulher já não é mais balzaquiana aos 30 anos. Já faz tempo! A relação da mulher com o homem já mudou mas do homem com a mulher não.
Sinto-me privilegiado de não ser mais assim. De saber que rompi com o machismo que me pesava o saco! Sinto-me homem e definitivamente:
“Meus 20 anos de boy, that’s over baby!”

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Feriadão

Weeee! Oba! Viva!
Adrenalina no ar. Gelo no saco, frio na barriga! Véspera de feriadão o paulistano fica ouriçado! E eu não sei se é por isso, ou se, como dizem, vi o passarinho verde! Semana passada já escrevi aqui que estava amando o mundo. O sentimento é o mesmo. Só que maior ainda. Mesmo entre nuvens carregadas, tempo nublado, em condições anormais de temperatura e pressão, mesmo assim e ainda assim, me sinto iluminado.
Não tenho dinheiro, não tenho bens materiais, estou desempregado, mas estou cercado de pessoas lindas, inteligentes e que me amam! Qué mais o que nego? Dessa vida só se leva isso mesmo.
Estou emocionado com um casal de amigos que finalmente terminaram a tão sonhada casa própria ( parece o seu Silvio falando ) e ela, que não queria engravidar nunca mais, em menos de 2 anos, já está esperando mais um baby. Felicíssimo por eles e mais ainda de revê-los nesse feriadão.
Eles e o resto da “Comunidade Poranga”, que é melhor não explicar o porquê desse nome agora, mas que há muito não se reunia em peso! Pessoas que se conhecem no mínimo há 10 anos. Que venham os próximos 10!

E minhas novas amizades? Essas me deixam super feliz também. Independente do tempo, construímos um carinho, companheirismo e muitos momentos inesquecíveis. Impressionante como, cada um sendo diferente do outro, nos completamos e crescemos juntos. Uma conversa aqui outra ali, um email aqui outro acolá. De vagarzinho vamos galgando um sentimento terno e sincero e que provavelmente durará pro resto da vida.
Queria deixar registrado aqui todas essas amizades, mas seria injusto caso escapulisse da memória um ou outro nome. Mas vocês sabem e sentem ( os/as amigos/as ) que os amo.

Claro, o mundo não é só amor. Não, não é. Tem muita coisa chata pra resolver e tem um monte de coisas que gostaria de dizer, ou melhor, berrar pra ver se melhora. Mas não se ganha nada no grito. Paciência. Coisa que vou precisar hoje pra enfrentar o transito!
Anyway, essas coisas são mais fáceis de serem domadas quando se tem a alma leve, o coração cheio e o sorriso no olhar.

Bom feriadão! Até semana.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Calei-me

Me dá um certo desespero ao ver o prompt piscando numa tela em branco e quando começo pensar em tudo que gostaria de dizer. No caso, escrever.
Queria falar de política, mas é tanta coisa para falar. Tem o pré-sal que é uma fonte de petróleo que estão vendendo como a solução do Brasil, ao mesmo tempo em que o mundo busca novas fontes de energia, mais limpas que o ouro negro, diga-se de passagem, e a Amazônia que é desmatada sem pudor. Vai virar estacionamento. Tem também o defensor do Collor que morreu ontem. O que? Vocês não sabiam que o Menezes Direito foi o advogado do Ex-presidente? Pois é. Tem o assunto que foi abafado e não se fala mais. Alguém se lembra do Sarney? Dele sim, e das coisas ( ou supostas coisas ) que fez por de baixo do pano. Pano da bandeira nacional. De baixo de nossos narizes. Sabe o que desviou o assunto? Edir Macedo.
O papa dos ignorantes necessitados, seu Edir, foi acusado de inúmeras transações financeiras ilegais, e tudo quanto é parlamentar meteu o pau no cara, dizendo com pompa e peito inchado que toda acusação desse porte deve ser apurada e tal. Os mesmos que arquivaram todas contra o Sarney.
Mas nem só de política se forma um cidadão. Um ser humano.
Queria falar de amor, sexo, paixões. De relacionamentos e comportamentos. Coisas que fazem parte de nossas vidas como outro dia estava vendo no JH ou JN, me falha a memória, sobre os jovens de hoje e a relaçao de amizade. Tem gente que mora no mesmo condomínio e fica conversando pelo MSN , acredita? Estranho? Não sei, no mínimo prático! Novas tecnologias e novos comportamentos estão surgindo e é muito interessante pensar, escrever, discutir sobre isso. Mas agora...
...agora eu só vejo essa barrinha preta piscando e fico imaginando o que vou escrever.
Como dizem: Se não for pra dizer alguma coisa boa, melhor ficar quieto!

Calei-me

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Campanha Não Reeleja Ninguém


Minha campanha pro ano que vem sem sombra de dúvida.

Eu amo. Tu amas?

Descobri que estou amando!
E, ao ler isso, a primeira pergunta é, Quem?
Pois é. – respondo eu – não tem um alguém.
Não tem um por quê e nem por onde!
Não existe hora, não existe amanhã.
É agora. Ao acordar e ver o sol desenhando formas estranhas por toda a casa.
Respirar, andar, pedalar. Correr, nadar. Escrever meia dúzia de palavras que vão servir, ou não, para alguém. Se alguém ler. Se não vier tudo bem, meu bem.

Como se estivesse desbravando novamente meu caminho que por tempos ficou tortuoso. Desvios e paradas inoportunas, atrasos e contratempos que só com a ajuda de quem viveu comigo saberia relatar com maestria meus erros e acertos. Todos eles absorvidos e digeridos. Caguei para tudo que não precisava. E idolatro as pessoas que estão do meu lado...

(parênteses)
Beijo Carol, a única que sente o cheiro de cada merda!
(fecha parênteses) *


... e que de alguma forma me ajudaram. Algumas até nem sabem que me ajudaram.
Foram como se fossem taxistas, frentistas, garis, policiais, tiozinhos pedestres que me ajudaram a achar o caminho da vida. Da minha vida. Nem bom nem ruim, apenas meu caminho. E isso é ótimo. Por isso amo todas essas pessoas. Amo mesmo! Amo o mundo! Acho que isso é estar bem. Mesmo no fundo do poço, sorrir ao desejar bom dia.
Estender uma mão, dar passagem ou ceder lugar, cordialidades que só quem ama faz. Fazia tempo que não chorava ao ver o noticiário. Estava me acostumando ao olhar sanguinário imposto pela TV. Viva o cavalo voando de um lado, carro voando de outro! Todo mundo viu, né? Diz que é o mesmo cinegrafista que registrou a vaca voando ano passado, lembram? Esse cara que ta soltando os bichos pra poder gravar! Rararaá! Pelamor, to brincando. O cara falou que tava voltando de outra reportagem e deu sorte. Ou azar, dependendo do ponto de vista.

Mas eu dizia que estou amando. Pois bem, estou.
E não é uma pessoa, nem é nada.
Mas taí! Amor pra dar e vender! Quem quiser é só pegar.
Faz bem e dizem que move o mundo!

Vamos brincar de “Amar ao próximo como a si próprio”? Quem quiser põem o de-do-a-qui que-já-vai-fe-char!

Fechô!


*o recurso do (abre/fecha parênteses) aprendi com a http://ladyrasta.com.br/

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Conscientização Política

O que vou escrever aqui neste post não é o que penso quando escolho um candidato. Não sou preconceituoso e procuro quebrar todos os preconceitos que por ventura venha sentir e também, não tenho o intuito de depreciar ninguém. Acredito que as palavras a seguir sejam uma faceta escondida do brasileiro, o tal do preconceito velado que muitos dizem não ter, mas todos nós sabemos, no fundo, que ele existe. Está ali escondido entre as fibras da carne como sangue que não escorre.

Todo mundo lembra-se da Heloisa Helena nas ultimas eleições. Tadinha. Cheia de boas idéias, mas aquela blusinha branca não deixava ninguém prestar atenção em outra coisa.
Ou ela tinha um armário cheio delas, ou no fim da campanha a blusinha parava de pé! E aquele cabelinho lambido, aquele rabo de cavalo, argh! E a voz ardida então? Magricelinha, cabeçuda. Não serviria pra presidir o Brasil.
Agora tem a Marina Silva. Não parecem irmãs? A Marina ainda que se veste melhor. Mas o cabelinho preso do mesmo jeito dá a semelhança. Dá o tom da desgraça! A voz também é ardidinha. Irrita sabe? Magrinha também, de aparência frágil e também cabeçuda. Me lembra uma CDF na escola que ficava me beliscando pra eu parar de fazer bagunça. Na aula de educação física!
Sem contar que as duas são neguinhas. Se não fossem os holofotes, fotógrafos, câmeras, repórteres em volta delas, seriam facilmente confundidas com empregadinhas do Senado.

O Brasil precisa de um candidato forte, bonito, inteligente. Que corre na praia e anda de Jetski. Fala inglês, Frances, e português correto. Lembram do Collor? Foi isso que o fez ganhar as eleições. O Lula, na época, era um peão nojento e sujo, de língua presa e faltando um dedo da mão. Coisa feia. Sai pra lá! Só foi eleito depois de um banho de loja e um marqueteiro “Du bão” pra dar um upgrade! Mesmo assim, hoje escuto de muitas pessoas: “Ta vendo, é o que dá confiar em peão”.
Para uma mulher ser presidenciável tem que se parecer com a Michelle Obama. Chiquetérrima! É neguinha, mas vocês viram como ela alisa bem o cabelo? LIN-DA! Ui mona! Arrasou! É de uma mulher assim que o Brasil precisa. Ou como a Carla Bruni! Ai sim! Brasileiro adora uma gostosa! O país da bunda de fora precisa de uma presidenta ao nível. Se a Gisele Bündchen se candidata talvez ganhe! Mas aquela empregadinha, seringueira, cabeçuda de voz fina não sei não.

E agora a Marina esta se enveredando para o lado do PV. Sabe o que o povo pensa do PV? Partido Verde, do verdinho, do bão! Get a fire! Partido de doidão, maconheiro! E um bando de eco-chato! Vai querer salvar a Amazônia, mas o brasileiro não está nem aí pra floresta. Foda-se a Amazônia! Preciso pagar minhas contas! Libera ai uma “bolsa qualquer coisa” que a gente fica feliz. O Carlos Minc é um doidão, deixa ele perdido lá com os grileiros que a gente se vira por aqui. Ah! Lembrei! Outro dia li em algum lugar que o vice da Marina pode ser o Gilberto Gil! Ueba! Legalise ganja!

Sentiram uma agulhada no peito e vontade de me bater? Calma. Ai vem minha conclusão:

Depois de todas as denuncias contra o Sarney serem arquivadas com o aval do Lula, a decepção com a política nacional foi completa. O que me fez pensar em reagir. E logo me veio a pergunta: Como?
Pode parecer piegas e já batido, mas é com o nosso voto que poderemos mudar alguma coisa. O voto consciente. Devemos conhecer o nosso candidato, saber o que fez para saber o que fará. Esmiuçar a vida deles por conta própria, sem confiar muito em jornais e TV, que são sempre comprados ou apóiam alguém. Não existe imparcialidade no jornalismo. Nunca existiu ética.
A vontade maior é marchar até Brasília e quebrar tudo, arrancar a ponta pés todo mundo de lá e começar tudo de novo. Revolução total. Mas somos muito pacíficos. Não lutamos pela política nem temos essa visão. Logo, o que EU posso fazer é investigar o candidato em que penso votar, coisa que nunca fiz, confesso. E acredito que a maioria nunca fez. Nunca se quer entrou na pagina do candidato para ler suas propostas. Sempre vamos pelas conversas com amigos e familiares, e pela aparência num debate na televisão.
Se queremos MESMO um país melhor, precisamos nos educar politicamente. Deixar de dizer “eu não ligo pra política” ou “Politica é muito chato”. Porra galera! Vamos sacudir esses neurônios e reagir diante dessas atrocidades parlamentares! Vamos nos empenhar em construir um Brasil melhor para todos. A gente perde horas em Orkut, Facebook, Twitter, MSN, não custa nada dar uma pesquisadinha nos candidatos.
Não vamos deixar que aparências construídas por marqueteiros dirijam nosso voto. Vamos nos atentar as coligações, parcerias. Nas eleições do Lula, me lembro como se fosse hoje, o dia em que li que o PT e PL estavam juntos. Isso é demoníaco. É como se Corinthians e São Paulo fossem um time só! ( há! Literalmente, porque o Lula é corintiano!) Como se água e óleo se misturassem. E isso explica muita coisa que vemos hoje, haja vista a bênção dada ao Sarney.
Espero que a consciência política desperte no brasileiro ano que vem e que dessa vez a gente acerte.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

What's Virgin Mean?

Já que o assunto é virgindade, achei esse vídeo. rsrsrs

Desvirginei milha mulher: Olha o lençol

Ontem fiquei sabendo de uma antiga tradição italiana (não confiem na nacionalidade disso) que muitos já devem ter ouvido, mas pra mim foi super novidade e espantoso!
Diz que antigamente, na noite de núpcias, a família ficava esperando do lado de fora do quarto e, após o coito realizado, o noivo mostrava o lençol branco com a manchinha de sangue, provando a virgindade da noiva.
Não é escabroso?
Não consigo imaginar minha mãe, minha tia, minha irmã, meu pai, meus tios, primos, todo mundo esperando eu mostrar o lençol. Seria difícil minha noiva ver uma ereção!
Será que batiam na porta? _”Já acabou meu filho?”
Será que um tio bêbado gritava lá do quintal , “Vamo logo com isso ai caspita” ?
E imaginem a cena: Família no quintal, rolando aquela festa. De repente a janela do quarto se abre, aparece o noivo e ele estende o lençolzão manchadinho. Ai a italianada toda gritando : eeeeeeee! Ai já solta aquela tarantela, bandejas ao chão e aquele forfé todo que só os italianos sabem fazer.
Hoje seria nojento! “Éca, ta sujo de sangue!”

E será que teve alguma noiva desesperada, que por ventura não fosse mais assim tão pura, escondeu uma gilete para fazer um cortinho na bunda, perna, sei lá onde, só pra manchar o lençol? Maridão crente que está abafando, escutando os gemidos da noiva e na verdade, ela estava se cortando. Vá saber?!!

Isso me faz entender o porquê de muitas mulheres antigamente terem menos pudores com a intimidade traseira. Na bunda pode, mas na frente só depois de casados. Hoje é o oposto! O importante era preservar o selo de garantia. O famoso Selinho.

Bom, voltando aos tempos modernos, tolos aquele que procuram uma virgem.
Pessoalmente minhas primeiras relações foram com mulheres experientes. Mais velhas que se não sabiam das coisas, saíram-se muito bem e me ensinaram muito! Para um moleque imaturo e descobrindo o sexo, nada melhor (me desculpem o termo) que um chá de buceta. Será que é uma expressão do interior? Para quem não sabe, é quando a mulher dá um baile na cama e a gente só aprende.

Discutir virgindade hoje é tão supérfluo quanto discutir se é verde água ou azul piscina. A cor é a mesma!
Para aqueles que perderam a virgindades juntos, reservo meus parabéns. Vocês são raros e com certeza foi uma experiência muito romântica. E rara!
Para as meninas a única coisa que poderia dizer é pratiquem. Pratiquem mesmo, aprendam coisas novas, maluquices e inovações. E depois me ensinem!

Como diria o Marco Luck do CQC: Beijo me liga!

Ps: Pratiquem, mas não esqueçam da camisinha ;)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vicky Cristana Barcelona.

Assisti um dos últimos filmes do Wood Allen, Vicky Cristana Barcelona, e resolvi postar aqui minhas considerações. De antemão digo que o filme é ótimo e diz muita coisa do que eu acredito e sinto sobre relacionamentos e amor.
É muito interessante como conversando com algumas amigas, cada uma se identifica com uma personagem e eu, fico num mix de Juan Antonio (Javier Bardem) e Cristina (Scarlett Johansson)! Claro que infinitamente sou menos bonito e famoso! Mas isso não vem ao caso.
Um dos principais questionamentos que o filme causou em mim, foi em relação aos dogmas do amor que não me convencem e que me parecem irreais e pequenos perto da grandeza da palavra amor. Incertezas em jogar-se numa relação que não se baseie nos moldes conhecidos são as principais causas de sofrimento. Eu sofri em quebrar esses dogmas e hoje é difícil alguém aceitar ou entender meus novos conceitos.
Parte dessa dificuldade é o maior valor imposto hoje que é a fidelidade, o que gera um choque entre razão e sentimento.

Crescemos assistindo de perto diversos relacionamentos que nos parecem perfeitos. Sejam com pais, tios ou avós que vivem juntos anos e anos ou novelas e filmes da sessão da tarde! Quando crianças nossa interpretação é muito superficial e quando acontece uma separação quase sempre é chocante. Se tratando de pais, o trauma pode ser irreversível. Aí vem a puberdade e logo vivemos aquele primeiro amor que nunca esqueceremos. Como se tudo que observamos quando criança fosse posto em prática e a paixão avassaladora acontece e nos destrói quando terminada. É uma das primeiras lições da vida que bate de frente com o que nosso cérebro registrou. Cada um de nós teve um motivo diferente para o fim desse primeiro relacionamento, mas em todos os casos eles não se pareciam nem um pouco com que tínhamos em mente. Esse sentimento é o dogma do amor. Como se existisse uma fórmula ou receita, tentamos nos relacionar conforme pensamos e não como sentimos. Logo, os relacionamentos tornam-se irreais se interpretarmos que relacionamento, seja a sincera abertura do nosso eu intimo para outras pessoas (independente do sexo do parceiro).
Uma das frases que ficou marcada depois de ver o filme foi quando Juan explica porque seu pai está brigado com a humanidade: “O homem não teve a capacidade de aprender amar”. ( ou coisa assim)
Quando buscamos mais uma vez um relacionamento, buscamos lá trás no passado o que sabemos sobre o assunto. Dessa vez, cuidando para não cometer os mesmos erros e tropeços de antes. Se por ventura, mais uma vez, esses erros acontecem por não se encaixarem com a realidade, sofremos. E muito. Ao mesmo tempo em que queremos nos atirar num relacionamento concreto e único, ficamos receosos com as incertezas dos sentimentos. Muitos questionamentos são projetados para a outra pessoa. Pensamos nos “serás” e nos “ses”. Será que ele(a) me ama? Se eu ficar mais uma vez com ele(a) vai virar amor? Será que ele(a) pensa em mim como penso nele(a)? Será que é isso mesmo que quero? E mais um monte de perguntas que não são controladas muito menos desejadas por nós. Simplesmente aparecem. Nossa cabeça tenta desesperadamente apagar as mensagens que o coração tenta nos dizer. E qual é mensagem? “Isso é amor”, ele diz. Amor? Isso não seria paixão? Nos não “ficamos” somente? – a cabeça questiona. E aí, sofremos.
Sofri como a Cristina ao deixar seu namorado transar com a ex-mulher. E senti o mesmo orgulho ao quebrar esse dogma. Namorei e amei uma menina que tinha namorado. Ela me disse que o amava e sentia que ela me amava também assim como eu. Minha cabeça travou na época e depois percebi que amor é muito maior que meu sentimento de posse. Para grande maioria, ou eu ou o namorado dela, eram cornos! Corno manso ainda! Mais um dogma, mais uma fórmula ou receita. A diferença é que não vivíamos juntos na mesma casa. Mas o sentimento de carinho existia. Eu sabia que o “outro” a deixava feliz e cuidava bem dela, e isso me deixava feliz. Mesmo sentimento que tenho por varias outras meninas que não estão mais comigo, mas felizes com outros. E nem por isso quer dizer que nunca mais nos veremos e não vamos nunca mais nos beijar, transar, nos amar.
O problema é expressar esses meus sentimentos para o sexo oposto e esse achar que se trata de “galinhagem”, “putaria” e afins. Eu quebrei meus preconceitos e dogmas, mas isso causa tanto espanto que se torna um empecilho. Vejam, a mulher não depende mais do homem para nada. Pouco importa hoje quem paga a conta, o sexo do chefe no trabalho, não existe mais dependência financeira e cada vez mais a tal guerra dos sexos torna-se ridícula e incabível. A mulher é tão independente quanto o homem e na sociedade dogmática e moderna o maior valor que se “pede” é a fidelidade.
É a ambigüidade da sociedade moderna. Ao mesmo tempo em que estamos vivendo a liberdade sexual plena, ainda sonhamos com a velha forma de relacionamentos e preconceitos em relação às diversas formas de amar ainda permeiam nossas vidas.

Que conclusão chegar com tudo isso?
Nenhuma!
Deixemos de lado a cabeça preconceituosa e castradora. Vamos olhar mais para nossos sentimentos e se jogar naquele que move o planeta, o amor. Puro, sincero e descomplicado porque “Só um amor não realizado pode ser romântico”.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu Vou

Hoje eu vou
sair pra ver um som de varias cores
de sandálias arrastando pelo chão
me leva pelas mãos me conduz
porque eu não sei sambar, não sei sambar não
me leva pelos olhos me seduz

Hoje eu vou
Sair pra ver o sol raiar
Pra ver aquele seu sorriso novamente
Me fazer de gato pardo distraído
Ser teu vício e o seu álcool diluente
me afogar em aguardente
eu vou

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pracinha Virtual

Estava sentado logo ali na pracinha. Passei no correio e estava lendo algumas correspondências. Passei o olho pelo jornal também e estava pensando em dar uma pesquisada na biblioteca sobre algumas idéias que andei tendo.
Foi quando uma amiga passou com um álbum de fotografias novo. Sentou ali do meu lado e começou a me mostrar um monte de gente que não conhecia. Ali ficamos. Os dois sentados vendo as pessoas passarem.
Algumas eu conhecia, outras ela cumprimentava.
Quando vi, a hora já tinha corrido de mim. Como é bom um momento pós-almoço sentado na pracinha. Vendo o povo passar. Imaginando a vida de uns, conhecendo outros.
Mas olha a hora menina! Nos levantamos e fomos cada um pro seu lado continuar os afazeres diários.


***


Abri o MSN e fui ver meus emails. Li alguns e entrei no G1, na Folha, Estadão, Terra, quando uma amiga me chamou. Passou-me o link do seu Orkut que acabara de atualizar com fotos novas. Pelo Messenger ela ia me dizendo quem era quem e o que estavam fazendo e ali ficamos horas. Depois fui clicando nos comentários e fui parando em vários outros perfis, um monte de gente que nunca tinha visto, mas que me distraíram e nem vi a hora passar.
Olha a hora rapaz! Olhei no canto do monitor e já passavam das 14h. Preciso trabalhar. Me despedi da amiga e coloquei “ocupado” no MSN. Ela ficou "offline".
Agora vou fazer aquela pesquisa, no Google!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Brasil S.A.

Digamos que um funcionário de uma empresa qualquer foi pego roubando os produtos fabricados. Será demitido por justa causa. Se, comporta-se de maneira inadequada, se faltar com respeito, se usar palavras de baixo calão com superiores e chefes, o que acontece? Justa causa. Demitido. Pé na bunda. Tchau!
Pois bem, o que ainda não entendemos é que temos vários funcionários que nos servem. Sim meus queridos leitores, vocês são patrões e patroas de inúmeros funcionários desse país de meu Deus! Ultimamente de Deus me livre!
Funcionários que custam caro. Muito caro. Gastamos meses até conseguir pagá-los. Pagamos esperando um bom serviço. Profissionalismo. Esperando qualidade. Contratamos pessoas para somar, que sejam bem formadas e que, quando exigidas dêem cargo de suas tarefas. Tudo para que a empresa progrida e com isso todos ganhem. Patrões e funcionários. Uma mão lava a outra.
Sem imaginar nada e prestando atenção em nossas vidas, somos educados para um dia podermos assumir um trabalho onde poderemos dar o máximo de nós em prol de uma empresa, de um serviço, de um ganha pão. Educados para sermos honestos. Trabalhadores. Quanto mais investimos em educação, mais conseguimos cargos melhores e conseqüentemente melhores remunerações. E junto com isso, responsabilidades.
Assumimos metas que se não atingidas prejudicarão toda uma rede de pessoas. Toda uma empresa. Fazemos o possível e o impossível para cumprir com nossas obrigações. Levamos trabalho para casa ou ficamos até mais tarde no trabalho. Criamos estresse, úlceras, dores, desarranjos familiares por conta do trabalho e da responsabilidade assumida.
Por algum deslize, já vi muita gente ser mandada embora. Por erros banais, que se repetem, já vi pessoas derramarem lagrimas enquanto arrumavam sua mesinha de trabalho. Sem dó, o RH não visa à dor do seu funcionário, e sim o bem maior.

Papéis esclarecidos. Funcionários e patrões.

Como disse, todos somos patrões e patroas e temos inúmeros funcionaram que nos servem. Estão lá na prefeitura da sua cidade, na capital do seu estado, no Distrito federal. Todos, sem exceção, são pagos com a arrecadação de impostos e taxas que todos nós pagamos. E quem paga para outro trabalhar é o patrão. E esse Brasil de Deus me livre, é a empresa.
Por nossa ignorância contratamos os piores funcionários para nossa empresa.
Eles roubam, desviam verbas, contratam parentes por de baixo do pano, armam conchavos, panelinhas de pilantras, reutilizam verbas, usam dinheiro da empresa para beneficio próprio.
São funcionários que não vestem a camisa da empresa. Não trabalham até tarde, não levam trabalho pra casa. Não dão o sangue em prol de um bem maior. São funcionários que lutam para terem seus bens maiores! Não chegam no horário, trabalham 3 dias por semana e pagamos uma fortuna para cada um deles. Prefeitos, Governadores, Deputados Senadores, todos são nossos funcionários.

É incabível a nós, como Chefes, como os verdadeiros Donos dessa empresa chamada Brasil, aceitar que um funcionário que assumi um cargo de extrema responsabilidade, falte com suas obrigações, e ainda destrua todo um setor, prejudicando uma nação inteira.
Estamos há meses com o Senado parado porque um de nossos funcionários está totalmente inapto a ocupar aquela posição. E não pára aí. Nosso quadro de funcionários está com 90% de desaprovação. Não temos eficiência em praticamente nenhum setor. E ainda temos diretores que dizem que nossa empresa está longe da crise. Bem longe mesmo, bem pior. Uma crise moral e ética. Palavras que perderam totalmente o sentido por aqui. A ética parece-me que nunca existiu e a moral derreteu!

Sinto-me um péssimo patrão. Vejo diariamente meus funcionários me roubando e não faço absolutamente nada. Escuto meus sócios nas ruas, nas padarias, nos botecos, praças, ônibus, por todo lugar a SOCIEDADE vê e diz indignada que estamos sendo roubados e não fazemos nada! N-A-D-A, NADA! Sabe por quê?
Porque assim como eles lá em Brasília se preocupam com o deles, nós nos preocupamos com o nosso! Não pensamos num bem comum, Num bem maior. Coletivo.

O Sarney não sai do Senado, os parentes continuam, as empresas ficam, a conta bancaria volta ao normal e o cheiro de pizza fica no ar.
Aos meus sócios só me resta pedir encarecidamente para prestar mais atenção no currículo dos nossos próximos candidatos. Vamos contratar gente mais competente para tomas conta desse negócio. Gente que vista a camisa da empresa com amor. Que se dedique, se doe.
Quando vamos ser contratados passamos por uma série de exames. Analisam nosso currículo, nossa escolaridade, procuram referencias de outros trabalhos, antecedentes criminais, exame médico. Para a próxima contratação eu farei isso, mas sozinho não dou conta. Por isso vivemos em sociedade.

Só precisa deixar de ser Anônima.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MSN Amigos da vida!

Existem pessoas que aparecem em nossas vidas para somar. Definitivamente.
A Elaine só não é uma amiga virtual porque nós gostamos de beber e fumar! E de musica!
Em pouco tempo nos encontramos e hoje somos amigos. Conselheiros um do outro. Dessa vez ela foi a minha.
Pena que você trabalha de mais né querida!

Foi tão bom para mim, que resolvi postar alguns trechos de uma conversa que tivemos via MSN.

"...por que não é nem sentimento, é pura especulação da paixão e das possibilidades
você está levantando antigas histórias incompletas para dar uma continuidade
mas as histórias mudam sempre, e todas elas têm a equação investimento, envolvimento, etc etc
pensa bem como isso vai exatamente contra a sensação e discurso de liberdade que acompanham a sua separação, e as mudanças que você tem feito.
...não desapega da essência, que o que você tá colhendo são outras histórias
não a sua

...foco em você... mas não esquece que o mundo só vai se importar e agir a seu favor enquanto você também se concentrar nisso - minuto a minuto -, para entender cada coisa valiosa que ele oferece.

... só você sabe o sabor e o potencial do SEU mundo
e nenhuma outra pessoa do universo, por melhor que seja, pode fazer com que ele seja do seu jeito. isso é responsa (graças a deus), sua. non fica achando que levou um pé da vida, por que não levou
ela só tá filtrando o seu caminho, que é bem mais adiante."


Pé na estrada! Vamos que vamos!
Valeu, LadyBug !

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fico assim

E agora fico assim.
Entre a precipitação infinita do abismo e o horizonte distante
Assim como quem flutua com as caricias da brisa
Assim como quem desbrava os céus e mares da consciência
Como quem atinge a idade avançada sem ter rugas aparentes.

Experiente de mim mesmo.
Sábio autodidata e ignorante em potencial
Cego de um olho e ofuscado pela luz do sentimento
Paixão que é palha
Amor que já tarda, mas não falha!

Minhas palavras são notas desafinadas daquilo que gostaria tocar
Arranjo dissonante de uma obra inacabada
Um violão sem a corda ré
Da escala me resta o dó talvez o La
Mas a música esta pronta e viva
Dentro de minh’alma que desperta a cada novo acorde.

Longe de mim o egoísmo e a possessão
Longe toda fúria de macho ferido
Longe de mim
Distante dos olhos e presente nas entranhas
Cravado no peito com arma branca
Apunhalada aguda e ferida superficial
Ciúmes não é amor real.

E agora fico assim
Querer sem poder, Poder sem ter
O que poderia ser?
Melhor me conter, ater-me
Esquecer até amanhã
E assim ficar

Nostalgia

Recebi esse email de uma amiga laaaaa do interiorrrrr. Carrrrrol, dorrrrrei , fia!
Ja ta ficando batido essas fotos nostalgicas mas entre elas tem uma que mudou minha vida e por isso estou postando. Vamos a elas:


A de ferro era muito melhor. Desafio: fazer a mola descer a escadaria do Dom Bosco!



Febre da molecada na escola.


Nunca completei o albúm.



Deve ser o instrumento principal do Manu Chao


Para os mais novos, quando pergunto se caiu a ficha, é dessa ai que me refiro!

Tinha muito mais no email, quem quiser me pede que eu mando. Escolhi só algumas e essa em especial. Meu apelido era macaquinho. Vivia subindo em arvores pra caçar cigarra. Ai apareceu esse macaco ai! Mudou minha vida! Meu apelido até hoje.

Papo de amigo.

Então...
Olha só que coisa:

Um amigo me chamou para conversar. Quando um amigo faz isso, ou é pra chorar as pitangas ou é encrenca! Primeira opção.
Ele é casado já faz uma cota, ama a esposa, tem emprego fixo, carro zero, casa bacana, os negócios vão bem, obrigado, e mesmo assim existe um “mas”. Que vou chamar aqui de... Neide, não... éééé... Maria? Não também.... Joana. Pronto. O “mas” do meu amigo se chama Joana. Marcos e Joana. Marcos também é nome fictício.

“Murfy, tá foda veio! Sai com a Joana outro dia”
Da facu? – perguntei já sabendo que se fosse a história seria longa:
_ É meu, você acredita? Me ligou semana passada, disse que estava vindo pra cá junto com uma amiga, que a amiga ia ficar o dia todo em reunião e não tinha o que fazer.
_ Ai caralho! – comentei esperando o tamanho da bomba.
_ Foda... que se eu estivesse livre, pra gente se ver, tomar um café.

Corta.
Flashback

Faculdade, 2001, Marcos e eu sentávamos no fundo da sala, um de cada lado da Joana. Trio parada dura!
Joana se apaixona por Marcos. Marcos fica com Joana. Depois de alguns meses Marcos desencana. Mais alguns meses eu fiquei com ela. Somos amigos até hoje, mas só amizade mesmo. Só que confidentes. Ela sempre me falou do Marcos e foi perdidamente apaixonada por ele.
Era uma relação “Chicoriana”: Pedro amava Dora, que amava Leia, que amava Paulo que amava sei lá quem e por ai vai. Semanas antes da formatura Marcos fica com Ana com quem veio a se casar 4 anos depois.

Corta
Fim do flashback

_ E ai?
_Ai ela me ligou. A Ana trabalha que nem uma loca e chega em casa lá pelas 11 da noite. Naquela semana eu estava bem tranqüilo... ai fui. Mas fui na boa, ta ligado né Murfy? A Ana é super massa, curto ela pra kct.
_To ligado.
_ A gente foi no boteco ali na Afonso Bovero que eu fui com você, lembra? – Lembrava, fuleiro, barulhento, nada romântico – E você não acredita como a Joana esta diferente.
_ Diferente como?
_Diferente. Não é a Joaninha. É a JO-ANA. Mulher. Madura. Inteligente.
_Po! Mas também né Marcola? Mais de 10 anos!
_ Eu sei Murfy, mas o problema não é esse. É que você acredita que ela ainda gosta de mim? Me olha do mesmo jeito. E uma mulher daquela meu querido, balançou o menino!
_Puts meu. Comeu?
_Naaaaa. Só foi papo só.
_Nem um beijinho?
_Nada, só abraços e mãos dadas. E não sei Murfy. Ela gosta de mim desde sempre e eu gostava dela, mas faltava alguma coisa. Agora não falta mais! ( risos )

Comecei a pensar em várias coisas. Inclusive no texto de ontem que escrevi. O que me fez perguntar:
_ Marcão, o que você sente pela Ana?
_ Pela Ana?
(silencio)

_meu...
(mais silencio)

_não sei nem te dizer o quanto eu amo a Ana. Não consigo me ver sem ela. To até querendo ter um filho.
_Caralho! Pra quem não podia ver criança! Bicho... Se liga: Até um tempo atrás estava cheio de duvidas buscando exatamente essa sua certeza. A Ana é mó gata, vocês 2 juntos estão juntando uma puta grana, você a ama como nunca amou ninguém, vai deixar seu pinto falar mais alto?

_Não parou por ai. Ela me escreveu semana passada. Deixa te mostrar.

Fomos até o escritórinho, entramos no email e li.

Lindo email. Paguei mó pau! A Joana se declarou. Disse coisas que mostram o quanto ela o amava. E ama! Abriu o coração. Explodiu todos os sentimentos que estavam guardados. E o mais doido: disse que não se sentia “a biscate que não sente frio” dando em cima de homens casados e nem que queria que ele deixasse a Ana pra ficar com ela, mas que não agüentava mais. Terminou dizendo que jamais esqueceria a historia que viveram e que o amor nunca morreria.

Quase chorei. Engoli duro e disse:

_ Na boa... você vai responder?
_Não sei ainda
_Responda! Seja o mais sincero possível. Não omita nada. Diga o que sente. Mesmo que ela não responda de volta, tenho certeza que ela vai se sentir feliz. Aliviada também.
_Como você sabe?
_Longa história, Marcão. Um dia eu conto. Mas vai por mim. Mesmo porque, só assim pra você desencanar. E ela também.

Fim de papo.

Incrível como a vida nos ensina. E como as histórias se repetem.
Estou abrindo o casulo e minhas asas estão começando a sentir o ar fresco.
As coisas estão cada vez mais claras. Hoje me senti pleno. Feliz pelos amigos que amam, pelas amigas que erram “sem querer (querendo)”, pela sabedoria que adquiro estando perto deles. Feliz por sentir o coração cheio e a mente vazia.
Queridões e queridonas, amo todos vocês!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Explodi!

Sophie Calle & Gregoire Bouillier

Sophie Calle & Gregoire Bouillier

http://gnt.globo.com/EstarBem/Materias/No-Saia-Justa--Marcia-Tiburi-reflete-sobre-um-frio-fim-de-namoro.html

Fim de semana assisti Saia Justa na GNT. Qualquer dia desses escrevo meu fascínio pelo universo feminino. Tenho amigas que não podem nem ouvir falar nisso e são o meu oposto: têm um monte de amigos. Eu procuro entender e ser um homem melhor. Tento não ser o mesmo que todo mundo. Fui criado por mulheres: Empregadas, professoras, patroas, mãe. E sempre escutei as histórias de cada uma delas e registrei no HD, “becapiei” e muito do que acho que sei sobre o assunto está no desktop! Sempre a mão.
Acontece que em um dos quadros analisaram emails enviados por namorados, sob a ótica da Sophie Calle, ou melhor, prestando atenção no além do email, imaginando como o cara que escreveu se comportou e que fim realmente gostaria de atingir. Decupando as palavras cuidadosamente escolhidas para tentar mostrar uma masculinidade inútil, e caindo na comédia e na cafonice. Estava rindo muito até que um dos emails lidos resultou num comentário da minha ex-namorada: “_ Alá! Esse ai é igual você, Murfy”. Continuei rindo dos próximos que vieram, mas fiquei com o tema na cabeça.
No email lido no programa, o carinha ao mesmo tempo em que dizia que amava que era a mulher da vida dele, dizia que eram amigos, eternos amigos. Ao mesmo tem em que se comprometia, tira “o dele” da reta. E é esse o comparativo comigo. A falta de sinceridade no jogo da sedução masculina é uma merda. Aliás, todo nosso relacionamento deveria ser mais sincero. Mais direto. De ambos os lados. Concentrando-me mais no masculino nesse texto, vejo que somos muito sentimentais e carentes quando estamos sozinhos e queremos alguém por perto. Derretemo-nos em ligações e email carregados de sentimentos fluídos, ralos, solúveis. Carregados de palavras de fundo falso. De segundas intenções. Dizemos que amamos porque aprendemos que a mulher não vai pra cama sem sentimento. Que não conseguiríamos sexo se simplesmente disséssemos: “Meu, na boa, to morrendo de tesão, vamos transar?”. Não rola. Temos as “fuckfriends” que são um capitulo a parte, mas essas querem sexo tanto quanto e geralmente nem pensamos em namoro.
No imaginário machista, como naquela propaganda do “Pague 1 leve 30”, queremos pedir uma em namoro e levar mais 30. Todas gatas e que nos esperem de pernas abertas. Digam que nos amem e façam cafuné até a gente pegar no sono. E para chegar nesse objetivo tentamos de maneira desastrosa conquistar o mundo com emails ridículos.
Imaginando que não podemos dizer pra gatinha que estamos de pinto duro e queremos mostrar pra ela nosso vigor, dizemos então que algo mudou dentro de nós. Que depois daquela noite ela não sai de nossas cabeças. ( Não mesmo! Todo dia no banheiro!) Que adoraria sair com a menina de novo ( pra ver se dessa vez a gente come ) que a gente poderia se ver esse fim de semana e tal. Do outro lado, a menina desconfia, mas como ela também gostou , aceita o convite e fim de semana, o Casal se vê e, como diria a menina que vi no Fantástico ontem, vão parar no “M luminoso”. ( use a imaginação que você entende )
Ai o cara deixa a mina em casa, chega na casa dele com o ego nas estrelas, sorriso de orelha a orelha. Viva! Gozei. Sem usar minhas mãos. No dia seguinte acorda e pode ter duas reações: “Que da hora ontem, que mina gostosa”- ele pensa- “Vou dar uma ligada pra ela se não for rolar nada hoje”- com os amigos, obvio, pra contar da mina gostosa que ficou ontem. Ou o carinha acorda e pensa na merda que fez! “KCT meu, a mina vai se apaixonar ( já imaginando que sua performance foi excelente) , e eu não to afim. Mas meu, foi massa a transa, acho que já era, quando quiser eu jogo um xaveco”. "Depois eu mando um email." Nos dois casos o homem se masturba. Pizza fria.

É isso que anda acabando com os relacionamentos monogâmicos há séculos! A igreja vem perdendo força e é inevitável que as relações Homem/Mulher voltem a ser mais simples. Talvez instintivas. Menos racionais. A monogamia e a fidelidade existem desde que haja sinceridade desde o começo. O que não acontece. Ou pelo menos não acontecia. Comigo pelo menos. Também escrevi emails sentimentais querendo comer mais uma menina. Sexo fácil! Pervertido. Masturbação em casal.
Emails que deixavam bem claro que era amigo ao mesmo tempo em que amava. Ou dizia que amava com a esperança de sempre dar uma “pingadinha”. Ambigüidade nojenta. Incoerente e sem sentido algum pra mim hoje. Como pude, logo eu que quero ser diferente dos outros machos da minha espécie, usar desse joguinho medíocre?

Já que citei uma, cito outra: Skol amigos. http://www.youtube.com/watch?v=3hQzskmQjQo

Num ponto do filme, o narrador pergunta sobre a amizade entre homem e mulher e responde no ato: Não.
Existe sim. Desde que seja sincero. Como disse logo acima. Sabemos quem são as amigas e quem não são. Sabemos quando uma delas esta gostando da gente ou não. Precisamos deixar de ser canalhas e achar que todas um dia vão dar pra gente! Deixar de acharmos que a conquista é única como uma formula. Que se deu certo pra uma dará para todas as outras. E isso meu amigO, não é ser gay! Pensar que sempre que um cara que tenha amigas ou é gay ou ta afim de “catar” uma, é muito pequeno perto do que a mulher é hoje. Não rola mais a cena dos homens das cavernas que leva a mulher pelo cabelo!
Coração galera! Escutem o coração quando o assunto é relacionamento. Esqueçam a cabeça.
Fiquei feliz no fim das contas. Percebi que mudei mesmo e já coloquei em prática. E que está sendo muito melhor. Os sentimentos quando sinceros devem ser expressos, quando falsos, não senti-los! Delete do seu leque de sabedoria a possibilidade de dizer que ama sem de fato amar. Ou que é amigo querendo ser amante. Paremos de confundir as cabeças, de nos enganar.
Se os sentimentos estão a ponto de explodir, explodam com toda força da verdade! É ótimo! E deixa a vida muito mais interessante.
Boa semana pros cuecas e pras calsinhas!