quinta-feira, 15 de julho de 2010

Check-in

Tinha um armado, o carro foi cercado, acertaram o Luis e pegaram o Antonio.

Fiquei com duas sacolas.

_Primeira classe, só ída.
_Forma de pagamento, Senhro?
_Dinheiro. Ele está um pouco sujo, tudo bem?

Ficantes

Segundo um artigo publicado pelo psicólogo britânico Pam Spurr no tablóide Daily Mail, o namoro tem prazo de validade. Para ele, casar-se muito cedo, levado pela paixão, pode ser perigoso. Entretanto, o namoro não pode durar mais de três anos, pois após esse prazo corre o risco de acabar antes do matrimônio.

Pois bem, sabendo disso, pergunto: E os ficantes? Também tem prazo até tornarem-se namorados?

É chegado um momento onde o a faísca inicial ou explode a bomba ou apaga.
Depois de muitas baladas, festas, esquentas, saideiras e afins, finalmente rolou aquela química, aquela atração, aquela troca de olhares e o beijo. Uma noite inesquecível e que culminou em sexo e prazer mutuo.
Fim de semana seguinte um novo reencontro. A curiosidade é o que move os dois corpos que dias atrás estiveram juntos e precisam saber se ainda se querem.
Rola gostoso de novo. E aí o racional já começa a piscar o alerta.
É de comum acordo ser ficantes. Continuar essa coisa boa que aconteceu e que não acontece toda hora. Com calma, conhecendo um ao outro e curtindo o momento.
E o que significa ser ficante de fato?
Duas pessoas que se beijam, transam, dormem juntas, mas que são amigos. Apesar de existir uma intimidade, ainda assim, não existe qualquer garantia que aquilo se transforme numa paixão ou num namoro.
Aí, tentamos segurar os sentimentos acreditando que sem compromisso tudo será mais fácil. Não devemos satisfação um ao outro, não temos nada. E nesse ponto nada mesmo: A amizade fica abalada com o suposto romance e vice versa. Ninguém sabe nada no fim das contas!
Passados 3 meses o que acontece?
Cansa! A gente se cansa daquele famoso “chove, mas não molha” e fica se perguntando se “desse mato sai coelho”! Afinal, friamente falando, depois de certa idade não estamos mais dispostos à casinhos. E se de casinhos estamos afim, que venha o próximo.
Se a teoria fosse igual a pratica seria lindo. Não é.
Acontece que o coração começa bater diferente e uma serie de questionamentos surgem para colocar em xeque o sentimento. Como já vivemos outros relacionamentos não queremos repetir os erros. A pretensão é de acertar, não se ferir muito e tentar não magoar ninguém. Pretensão.
Mas se envolvidos estamos nada é muito sabido. Não há teoria que desvende o que acontece com duas pessoas que se envolvem. Cheiros, tato, voz, pulsação, química? Acontece. Sempre foi assim. A gente fica esperando acontecer e quando acontece insistimos em não querer. Eterna insatisfação
Enquanto não escolhermos, as possibilidades são infinitas. Como um novo site, um novo canal, uma nova musica. Dizem que o homem toma as decisões mais friamente e a Mulher mais emocionalmente. O que define continuar ficantes ou namorar? Será uma luta onde a paz se encontra com o racional de um e o emocional do outro? O mix das duas coisas? Uma simbiose com um período indeterminado para terminar ou a transformação completa em um único ser? E tantas outras perguntas cabeludas que só Deus sabe!
Deixar o coração falar é difícil. Mas só ele tem as respostas para todas estas questões.
Resta saber se você esta disposto à isso!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Da saga Sr.Sincero

Dei-me conta que estava pensando numa pessoa que chamaremos aqui de Maria.
Dez anos depois nos reencontramos. Um misto de alegria e lembranças agitadas.
Minha lembrança mais recente era Maria enfurecida me mandando embora aos berros depois de uma balada que ela foi embora e eu e o João, namorado dela na época e meu mega parceiro de republica, de sala, de boteco, mega brother resolvemos ficar e tomar mais umas saideiras. Chegando na casa deles Maria estava na porta. Bate boca. Foi super engraçado e tenso. Dei risada no carro.
Depois de uma festa onde nos reencontramos e trocamos contatos, começamos a nos conhecer novamente e depois do episódio “borrachada” acabamos numa balada muito interessante. Uma noite irada, com muita risada e som legal.

Inevitavelmente essas lembranças recentes permaneceram na retina e acabaram com qualquer resquício de conflito do passado. O que me deu uma sensação boa e uma saudade momentânea do fim de semana que passou. Passei o dia tendo flashs da balada e lembrando-me da Maria e da Matilde, das risadas, das coisas ditas. As noites boas causam isso em mim. Uma nostalgia precoce!

Mas que perigo dizer isso! Não só para as duas que saíram comigo pela primeira vez, mas pra qualquer outra que você conheceu e saiu há pouco tempo. Invertendo os papéis, se a Maria me diz que passou o dia pensando em mim, o que eu iria pensar? E com qual cabeça pensaria?!

Venho gritando aos sete ventos que devemos ser sinceros com o que sentimos. Que devemos olhar para dentro e entender o que o coração diz e não negar isso. Não devemos fazer o jogo da sedução e deixar tudo às claras. E agora me ponho à prova: Como não jogar e ser sincero se o simples fato de sentir saudades pode ser visto e interpretado por N ângulos?

Que fique claro agora antes de qualquer mal entendido: Não “tenho” nada com a Maria nem saímos com a intenção de “ter” alguma coisa.
Estamos nos conhecendo e criando uma amizade. Não é assim que se faz? Ou estamos tão virtuais que esquecemos como relacionarmos?

Ponto esclarecido volto a perguntar: E se fosse a Maria que tivesse me dito que passou o dia pensando em mim?
Pensaria que realmente o passado ficou e que uma nova amizade começou bem. E que foi tão bom pra ela quanto foi pra mim. Sem grilos. O que fosse dito daí pra frente é que iria determinar se estaríamos caminhando pra uma amizade ou um romance.
Como já aconteceu.
Assim como já aconteceu de eu não pensar isso. De achar que uma paixão estava acontecendo. De pensar “ai meu Deus, fodeu”! “Olha o grude carente chegando!”
Assim como EU também já fui um grude carente! Nessa vida amorosa passamos por todos os papeis, acredite.
Então, ser ou não ser sincero?
Escolho ser:
André Diz: Maria, estive lembrando do fim de semana, passei o dia pensando em você. Pode parecer cantada barata mas é verdade.

Maria diz: mas sinto informar q vc não pode ter esperança nenhuma em relação a um xaveco
Vamos aumentar a amizade e curtir sempre.
Andre diz: Foi o que eu disse, pode parecer, mas não é xaveco não.

Aí é pagar o preço de ser sincero meu amigo(a)!

O papo com a Maria foi em tom descontraído, nada sério. Mas a resposta é a mesma que qualquer pessoa hoje em dia daria, inclusive eu, que poderia ficar quieto, mas me pareceu egoísmo não compartilhar um sentimento bom.
Difícil né?
Continuo na saga Senhor Sincero!

AH! Meninas: Foi bom pra cagaio, deu saudades e quero mais! #prontofalei !

(Todos os nomes desse post sao ficticios)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Golpe da barriga

Estávamos conversando na cozinha sobre o fim de um namoro de uma das duas e:

_ Eu falei pra ele: Você se cuida hein! Presta atenção! Vai arrumar a primeira bundinha bonitinha e engravidar.

Eu e a outra ouvinte fizemos a mesma expressão que o ex em questão deve ter feito.

_ É verdade gente! Tem um caso conhecido até, de uma mulher super bem de vida, que tinha um relacionamento com um cara, também, muito bem de vida... Ela com uns 40 e poucos e ele já 50tão. 14 anos de relacionamento e o cara saia ha 5 com uma menininha de 16 anos e engravidou a menina. E pense, ta lá com a menininha até hoje! Menina de favela eu to dizendo. Sem preconceito, mas ele teve de se mudar por conta da vergonha.
Tem o caso da Maria e do João... que o João largou da Maria e o primeiro rabo de saia que encontrou... uma menina nada a ver... engravidou. E depois com quem ele foi chorar as pitangas? Com a Maria! Ligou pra ela pra contar! Faça me o favor! Disse que estava arrependido. Que cagou na vida... Eu disse pro meu Ex: presta atenção!

_É fato- eu disse- O homem fica solteiro e a primeira coisa que quer é uma nova mulher.- Continuei- _ Carentão.

_ E tem muita mulher piranhuda que esta bem esperta viu, André! Dá o golpe fácil. Nós mesmas somos leais e não engravidamos, porque se quiséssemos você mesmo já teria um filho de uns 2 aninhos! – Disse ela meio que me dando bronca!

_É verdade, tem toda razão- E tinha mesmo.

Fica a dica: Preste atenção rapaz!

Borrachada

Meu coração bate forte e minhas mãos estão úmidas como o dia que amanheceu chuvoso depois de uma longa estiagem. Um árduo caminho percorre aquele que naturalmente vive em sociedade.
Hoje se fala muito em bulling. Estudei num colégio particular de padres. Não me lembro de outro negro na escola. Um dia os alunos puderam levar um brinquedo para escola e uma das crianças levou o mais cobiçado. Causou alvoroço e a professora organizou uma fila para que um a um pudesse brincar. O brinquedo era jogado em dupla, mas mesmo perdendo, o dono nunca se levantava. Quando chegou minha vez, ao ver o único negro da escola disse: Você não – me empurrou e com o cotovelo quebrei uma janela. Carrego a cicatriz até hoje. No corpo e n’alma.
Cresci. Aprendi a me defender. Briguei bastante. Não levava desaforo pra casa, era o que se dizia. E eram outros tempos. Não se andava armado como num faroeste, como é hoje. Era chute e soco e muito hormônio adolescente no ar. Por conta disso, muitas vezes perdíamos a razão. Antes vitimas, depois agressores. Inversão de papéis e sensação de injustiça.
Ultimo fim de semana fui para minha cidade no interior paulista para o aniversário da minha irmã. Coincide com o aniversario da cidade e todo ano nessa data acontece a Festa do Peão.
Durante o dia teve um churrasco na casa dos meus pais e minha Irma chamou os amigos para comemorar. Já de noite, me convenceram a ir à festa do peão.
Cresci nessa cidade, muitos amigos e lembranças boas quando me lembro de festas que fui. Numa cidade de 30mil habitantes uma festa como essa é um acontecimento. Indo a pé para festa, pensei que poderia encontrar algum amigo das antigas e poderia ser no mínimo nostálgico.
25 reais para entrar. Show do Milionário e José Rico. Coragem.
Cavalos e bois pularam com os escrotos amarrados, a arena se abriu e foi tomada pela população para assistir o show da noite. Viola vai viola vem, fomos para fora da arena. Tomando a terceira latinha resolvi ir ao banheiro. Vi o símbolo do homem e a palavra “Homem” logo abaixo. Banheiros químicos. Quando fui entrar reparei que só haviam mulheres. Perguntei se era feminino, mesmo estando escrito homem elas não souberam responder. Perguntei se poderia usar o banheiro já que estava ali e elas disseram que sim.
Quando estava usando o banheiro alguém bateu forte na porta. Abotoei a calça e ao abri a porta de i de cara com o segurança da festa esbravejando que ali era banheiro de mulher.
Disse para ir com calma que ali na frente estava escrito Homem, e que se não era pra usar que me desculpassem. Escutei a frase: E se fosse sua mulher que tivesse usando o banheiro?
O que? Ta louco? Olha ali – apontei para o símbolo - _ está escrito homem.
Você vai pra fora da festa – disse o segurança já empunhando um cassetete.
Outro segurança chegou já falando que eu iria sair da festa. Começaram me empurrar e eu tentei permanecer no lugar. Com as mãos baixas para evitar qualquer confusão maior:
_ seu guarda- estava de farda, mas era apenas segurança, mas foi o que me pareceu mais respeitoso- _Não quero causar confusão nem brigar, só quero esclarecer que no banheiro esta escrito homem, se errei me desculpe, mas não vou sair da festa por causa disso, não estou querendo confusão.
Você vai sair sim – cutucando-me com o cassetete.
Um outro segurança chegou e depois de mais algumas farpas trocadas ambos começaram me deferir golpes de borrachada. Fui agarrado e posto para fora da festa.
Indignado exigi falar com um organizador da festa. Fui empurrado por um outro segurança e ao cair no chão ainda levei alguns chutes. Ao me levantar a PM compareceu e ao invés de me ajudar me mandou embora ameaçando me bater mais.
Andando de volta para casa entendi porque tanta gente morre a toa. Quantas vezes já escutei que depois de uma “treta” fulano vai pra casa pega o revolver e volta atirando em todo mundo.
Lembrei do dia que fui empurrado na escola e cortei o cotovelo e de tantas injustiças que vivi. Lembrei das brigas de adolescente e que toda vez que revidei me dei mal. E dessa vez, nada que fiz justifica a atitude tomada por aqueles que deveriam me proteger.
Fui a delegacia, ao hospital, ao advogado e estou processando a festa. Nomes e lugares foram poupados justamente por isso.
No fim de tudo a pergunta que fica é por quê? Tanta coisa errada que acontece no mundo e o dialogo que deveria ser o começo de uma melhoria esta cada vez mais distante das bocas e dos ouvidos. Por falta de pratica uma hora ou outra acabaremos nos matando.
Agora só “quero que a justiça seja feita”, usando esse jargão que tantas pessoas injustiçadas proclamam nos noticiários diariamente.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tempo Saudade

Saudades de aconchego, de afeto, carinho e cuidado é normal sentir. Mesmo tendo tudo isso, sentimos a necessidade de mais. Longe da carência esse sentimento é inerente ao homem. Precisamos de contato físico nem que seja com nós mesmos. Imagine quantas gerações sofreram privadas de até mesmo tocar-se, quanto mais o outro. Foi a tal da Igreja, quando ainda exercia seu papel ditatorial. Se é que ainda não o exerce.
Ontem mesmo disse para uma amiga que os sentimentos são iguais para todos, o que fazemos com eles é que nos difere um dos outros.
Toda essa necessidade de carinho pode transformar-se numa carência aguda, numa solidão amarga, um eterno querer sem ter. Podemos assim, ficar vulneráveis ao conflito emocional/racional, transformando-nos em presas fáceis para uma relação amorosa unilateral. Ou seja, podemos nos iludir com a primeira figura que aparece declarando uma certa atração.
Outros por sua vez, fazem dessa necessidade uma desculpa para acrescentar alguns nomes em seu plantel de sexo casual. Perde-se assim o foco até mesmo de si! Deixa os sentimentos de lado e engana-se com o prazer que o gozo proporciona e, como uma droga, deprime-se aos domingos ao ver a cama vazia.

O tempo do amor, da paixão, do algo mais, do brilho nos olhos e do coração palpitante, é um tempo diferente do que vivemos diariamente. Não se conta com relógios, não é possível dividi-lo em começo meio e fim. É mais lento, mais arrastado. É aí que mora o perigo! Aí que mora os conflitos e aí que é a causa de inúmeros terapeutas estarem com as agendas lotadas! Estar só virou cobrança social. Ninguém quer ficar só. Morrer num AP lindo nos jardins, mas só, como uma vilã de novela, é pesadelo não declarado da raça humana! Inventamos o namorido. Juntamos os trapos assim que a coisa fica mais “séria” na pressa de finalmente ter alguém em casa que nos dê todo o carinho, afeto, sexo, aconchego, amor, etc, que merecemos!

Sem pressa. Tempo para sentir a brisa na face, de sentir os cheiros, as cores, os sabores. Como folhas que balançam compassadas nas copas das arvores no fim de tarde. Tempo da maré encher. Do coração encher-se, da alma transbordar. É desse tempo que temos saudades!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Matinal

Por mais que eu tente me desvencilhar da televisão logo de manhã, tornou-se quase um ritual abrir os olhos ramelentos , focalizar na fresta entre minha janela e o mundo lá de fora e tentar prever o tempo e na seqüência procurar o controle remoto. No breve instante entre o apertar o botãozinho vermelho e escutar aquele ruidinho agudo da TV ligando, penso se vou ver a Mariana Godoy no Bom Dia São Paulo ou já está não hora do Bom dia Brasil.
Depois de abastecer-me de notícias, hoje basicamente sobre a Copa, deixo a televisão falando sozinha e vou para minha higiene matinal. Durante o banho escuto o “Acorda menino, acorda menina” da Ana Maria Braga.
Enquanto me visto assisto o Mais Você esperando uma receita que seja fácil e que sirva para meu almoço, penso que depois eu pego pela net e imediatamente uma saudade compulsiva me leva até a sala e aperto o botão que liga meu PC veio. Que saudade de escutar a ventoinha e o “PI” que ele faz ao ligar. Acho que todo mundo tem uma certa relação de amor e ódio com o computador de casa. Eu sinto saudades do meu. Talvez por isso tenham inventado o lap top!
Hotmail, gmail, facebook, Yahoo, esse blog, o palpite, e a Ana Maria e o Louro José disputando pegadinhas lá no quarto. Hoje em dia eu escuto a TV muito mais que assisto.
Lendo alguns posts novos de blogs que assino percebi que o papo la no programa estava diferente. Estavam falando de relacionamento.
Sim! O dia dos namorados. Havia me esquecido.
E papo vai papo vem e muito do que foi dito eu já escrevi aqui e sempre leio em outros lugares por aí. Inclusive uma das convidadas é a mina do “homem é tudo palhaço”.
Falaram sobre os tempos modernos, no papel que a mulher tem na sociedade hoje, em como as relações estão mudadas e como os homens sentem-se perdidos.

Quando estava em plena crise de relacionamento montei esse blog para tentar colocar a casa em ordem, para entender meus sentimentos e tentar racionalizá-los de alguma forma, mas não sentia que era só isso. Outro dia escutei uma escritora dizer ( na TV) que ela escreve para não esquecer. Conclui que era isso mesmo! Escrevo para não esquecer também. Tudo que passei e os erros que cometi estão de uma forma ou de outra, registrados aqui. Escrever é um aprendizado de si.
Descobri tanta coisa sobre meu universo masculino, de como nós homens precisamos aprender a deixar os velhos dogmas e entender mais a mulher. No mínimo prestar mais atenção nela.
Descobri que fui galinha, canalha, cafajeste, que fui meloso, grudento e carente. E tudo isso me transformou num homem muito mais maduro e coerente. Sinto orgulho em dizer que sou um Homem ( com H maiúsculo) hoje. Sinto realmente ter amadurecido e de estar aberto para conhecer o outro “sem medo de se machucar”. Frase que cortei. Medo de sentir é medo de viver.
Vou errar muito ainda. Cada mulher é uma nova experiência, cada novo relacionamento é uma nova experiência e ser sincero e leal tornou-se minha base. Minha bussola para orientar-me nesse caminho tão bonito que é o amor.
Desejo de ter a quem presentear no dia dos namorados todo mundo tem. Todo solteiro quer um aconchego, encontrar um “grande amor”. Mas enquanto projetarmos um sonho na realidade e não prestarmos atenção no que bate aqui dentro de nós, continuaremos batendo cabeça e admirando casais apaixonados.

Aí acabou o papo, os convidados partiram, a Ana Maria finalizou o prato e finalmente desliguei a TV. Escrevi esse post e notei que mais de 1000 pessoinhas já estiveram por aqui. Obrigado por desprenderem seu precioso tempo para ler essas entranhas de entrelinhas!