Estávamos conversando na cozinha sobre o fim de um namoro de uma das duas e:
_ Eu falei pra ele: Você se cuida hein! Presta atenção! Vai arrumar a primeira bundinha bonitinha e engravidar.
Eu e a outra ouvinte fizemos a mesma expressão que o ex em questão deve ter feito.
_ É verdade gente! Tem um caso conhecido até, de uma mulher super bem de vida, que tinha um relacionamento com um cara, também, muito bem de vida... Ela com uns 40 e poucos e ele já 50tão. 14 anos de relacionamento e o cara saia ha 5 com uma menininha de 16 anos e engravidou a menina. E pense, ta lá com a menininha até hoje! Menina de favela eu to dizendo. Sem preconceito, mas ele teve de se mudar por conta da vergonha.
Tem o caso da Maria e do João... que o João largou da Maria e o primeiro rabo de saia que encontrou... uma menina nada a ver... engravidou. E depois com quem ele foi chorar as pitangas? Com a Maria! Ligou pra ela pra contar! Faça me o favor! Disse que estava arrependido. Que cagou na vida... Eu disse pro meu Ex: presta atenção!
_É fato- eu disse- O homem fica solteiro e a primeira coisa que quer é uma nova mulher.- Continuei- _ Carentão.
_ E tem muita mulher piranhuda que esta bem esperta viu, André! Dá o golpe fácil. Nós mesmas somos leais e não engravidamos, porque se quiséssemos você mesmo já teria um filho de uns 2 aninhos! – Disse ela meio que me dando bronca!
_É verdade, tem toda razão- E tinha mesmo.
Fica a dica: Preste atenção rapaz!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Borrachada
Meu coração bate forte e minhas mãos estão úmidas como o dia que amanheceu chuvoso depois de uma longa estiagem. Um árduo caminho percorre aquele que naturalmente vive em sociedade.
Hoje se fala muito em bulling. Estudei num colégio particular de padres. Não me lembro de outro negro na escola. Um dia os alunos puderam levar um brinquedo para escola e uma das crianças levou o mais cobiçado. Causou alvoroço e a professora organizou uma fila para que um a um pudesse brincar. O brinquedo era jogado em dupla, mas mesmo perdendo, o dono nunca se levantava. Quando chegou minha vez, ao ver o único negro da escola disse: Você não – me empurrou e com o cotovelo quebrei uma janela. Carrego a cicatriz até hoje. No corpo e n’alma.
Cresci. Aprendi a me defender. Briguei bastante. Não levava desaforo pra casa, era o que se dizia. E eram outros tempos. Não se andava armado como num faroeste, como é hoje. Era chute e soco e muito hormônio adolescente no ar. Por conta disso, muitas vezes perdíamos a razão. Antes vitimas, depois agressores. Inversão de papéis e sensação de injustiça.
Ultimo fim de semana fui para minha cidade no interior paulista para o aniversário da minha irmã. Coincide com o aniversario da cidade e todo ano nessa data acontece a Festa do Peão.
Durante o dia teve um churrasco na casa dos meus pais e minha Irma chamou os amigos para comemorar. Já de noite, me convenceram a ir à festa do peão.
Cresci nessa cidade, muitos amigos e lembranças boas quando me lembro de festas que fui. Numa cidade de 30mil habitantes uma festa como essa é um acontecimento. Indo a pé para festa, pensei que poderia encontrar algum amigo das antigas e poderia ser no mínimo nostálgico.
25 reais para entrar. Show do Milionário e José Rico. Coragem.
Cavalos e bois pularam com os escrotos amarrados, a arena se abriu e foi tomada pela população para assistir o show da noite. Viola vai viola vem, fomos para fora da arena. Tomando a terceira latinha resolvi ir ao banheiro. Vi o símbolo do homem e a palavra “Homem” logo abaixo. Banheiros químicos. Quando fui entrar reparei que só haviam mulheres. Perguntei se era feminino, mesmo estando escrito homem elas não souberam responder. Perguntei se poderia usar o banheiro já que estava ali e elas disseram que sim.
Quando estava usando o banheiro alguém bateu forte na porta. Abotoei a calça e ao abri a porta de i de cara com o segurança da festa esbravejando que ali era banheiro de mulher.
Disse para ir com calma que ali na frente estava escrito Homem, e que se não era pra usar que me desculpassem. Escutei a frase: E se fosse sua mulher que tivesse usando o banheiro?
O que? Ta louco? Olha ali – apontei para o símbolo - _ está escrito homem.
Você vai pra fora da festa – disse o segurança já empunhando um cassetete.
Outro segurança chegou já falando que eu iria sair da festa. Começaram me empurrar e eu tentei permanecer no lugar. Com as mãos baixas para evitar qualquer confusão maior:
_ seu guarda- estava de farda, mas era apenas segurança, mas foi o que me pareceu mais respeitoso- _Não quero causar confusão nem brigar, só quero esclarecer que no banheiro esta escrito homem, se errei me desculpe, mas não vou sair da festa por causa disso, não estou querendo confusão.
Você vai sair sim – cutucando-me com o cassetete.
Um outro segurança chegou e depois de mais algumas farpas trocadas ambos começaram me deferir golpes de borrachada. Fui agarrado e posto para fora da festa.
Indignado exigi falar com um organizador da festa. Fui empurrado por um outro segurança e ao cair no chão ainda levei alguns chutes. Ao me levantar a PM compareceu e ao invés de me ajudar me mandou embora ameaçando me bater mais.
Andando de volta para casa entendi porque tanta gente morre a toa. Quantas vezes já escutei que depois de uma “treta” fulano vai pra casa pega o revolver e volta atirando em todo mundo.
Lembrei do dia que fui empurrado na escola e cortei o cotovelo e de tantas injustiças que vivi. Lembrei das brigas de adolescente e que toda vez que revidei me dei mal. E dessa vez, nada que fiz justifica a atitude tomada por aqueles que deveriam me proteger.
Fui a delegacia, ao hospital, ao advogado e estou processando a festa. Nomes e lugares foram poupados justamente por isso.
No fim de tudo a pergunta que fica é por quê? Tanta coisa errada que acontece no mundo e o dialogo que deveria ser o começo de uma melhoria esta cada vez mais distante das bocas e dos ouvidos. Por falta de pratica uma hora ou outra acabaremos nos matando.
Agora só “quero que a justiça seja feita”, usando esse jargão que tantas pessoas injustiçadas proclamam nos noticiários diariamente.
Hoje se fala muito em bulling. Estudei num colégio particular de padres. Não me lembro de outro negro na escola. Um dia os alunos puderam levar um brinquedo para escola e uma das crianças levou o mais cobiçado. Causou alvoroço e a professora organizou uma fila para que um a um pudesse brincar. O brinquedo era jogado em dupla, mas mesmo perdendo, o dono nunca se levantava. Quando chegou minha vez, ao ver o único negro da escola disse: Você não – me empurrou e com o cotovelo quebrei uma janela. Carrego a cicatriz até hoje. No corpo e n’alma.
Cresci. Aprendi a me defender. Briguei bastante. Não levava desaforo pra casa, era o que se dizia. E eram outros tempos. Não se andava armado como num faroeste, como é hoje. Era chute e soco e muito hormônio adolescente no ar. Por conta disso, muitas vezes perdíamos a razão. Antes vitimas, depois agressores. Inversão de papéis e sensação de injustiça.
Ultimo fim de semana fui para minha cidade no interior paulista para o aniversário da minha irmã. Coincide com o aniversario da cidade e todo ano nessa data acontece a Festa do Peão.
Durante o dia teve um churrasco na casa dos meus pais e minha Irma chamou os amigos para comemorar. Já de noite, me convenceram a ir à festa do peão.
Cresci nessa cidade, muitos amigos e lembranças boas quando me lembro de festas que fui. Numa cidade de 30mil habitantes uma festa como essa é um acontecimento. Indo a pé para festa, pensei que poderia encontrar algum amigo das antigas e poderia ser no mínimo nostálgico.
25 reais para entrar. Show do Milionário e José Rico. Coragem.
Cavalos e bois pularam com os escrotos amarrados, a arena se abriu e foi tomada pela população para assistir o show da noite. Viola vai viola vem, fomos para fora da arena. Tomando a terceira latinha resolvi ir ao banheiro. Vi o símbolo do homem e a palavra “Homem” logo abaixo. Banheiros químicos. Quando fui entrar reparei que só haviam mulheres. Perguntei se era feminino, mesmo estando escrito homem elas não souberam responder. Perguntei se poderia usar o banheiro já que estava ali e elas disseram que sim.
Quando estava usando o banheiro alguém bateu forte na porta. Abotoei a calça e ao abri a porta de i de cara com o segurança da festa esbravejando que ali era banheiro de mulher.
Disse para ir com calma que ali na frente estava escrito Homem, e que se não era pra usar que me desculpassem. Escutei a frase: E se fosse sua mulher que tivesse usando o banheiro?
O que? Ta louco? Olha ali – apontei para o símbolo - _ está escrito homem.
Você vai pra fora da festa – disse o segurança já empunhando um cassetete.
Outro segurança chegou já falando que eu iria sair da festa. Começaram me empurrar e eu tentei permanecer no lugar. Com as mãos baixas para evitar qualquer confusão maior:
_ seu guarda- estava de farda, mas era apenas segurança, mas foi o que me pareceu mais respeitoso- _Não quero causar confusão nem brigar, só quero esclarecer que no banheiro esta escrito homem, se errei me desculpe, mas não vou sair da festa por causa disso, não estou querendo confusão.
Você vai sair sim – cutucando-me com o cassetete.
Um outro segurança chegou e depois de mais algumas farpas trocadas ambos começaram me deferir golpes de borrachada. Fui agarrado e posto para fora da festa.
Indignado exigi falar com um organizador da festa. Fui empurrado por um outro segurança e ao cair no chão ainda levei alguns chutes. Ao me levantar a PM compareceu e ao invés de me ajudar me mandou embora ameaçando me bater mais.
Andando de volta para casa entendi porque tanta gente morre a toa. Quantas vezes já escutei que depois de uma “treta” fulano vai pra casa pega o revolver e volta atirando em todo mundo.
Lembrei do dia que fui empurrado na escola e cortei o cotovelo e de tantas injustiças que vivi. Lembrei das brigas de adolescente e que toda vez que revidei me dei mal. E dessa vez, nada que fiz justifica a atitude tomada por aqueles que deveriam me proteger.
Fui a delegacia, ao hospital, ao advogado e estou processando a festa. Nomes e lugares foram poupados justamente por isso.
No fim de tudo a pergunta que fica é por quê? Tanta coisa errada que acontece no mundo e o dialogo que deveria ser o começo de uma melhoria esta cada vez mais distante das bocas e dos ouvidos. Por falta de pratica uma hora ou outra acabaremos nos matando.
Agora só “quero que a justiça seja feita”, usando esse jargão que tantas pessoas injustiçadas proclamam nos noticiários diariamente.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Tempo Saudade
Saudades de aconchego, de afeto, carinho e cuidado é normal sentir. Mesmo tendo tudo isso, sentimos a necessidade de mais. Longe da carência esse sentimento é inerente ao homem. Precisamos de contato físico nem que seja com nós mesmos. Imagine quantas gerações sofreram privadas de até mesmo tocar-se, quanto mais o outro. Foi a tal da Igreja, quando ainda exercia seu papel ditatorial. Se é que ainda não o exerce.
Ontem mesmo disse para uma amiga que os sentimentos são iguais para todos, o que fazemos com eles é que nos difere um dos outros.
Toda essa necessidade de carinho pode transformar-se numa carência aguda, numa solidão amarga, um eterno querer sem ter. Podemos assim, ficar vulneráveis ao conflito emocional/racional, transformando-nos em presas fáceis para uma relação amorosa unilateral. Ou seja, podemos nos iludir com a primeira figura que aparece declarando uma certa atração.
Outros por sua vez, fazem dessa necessidade uma desculpa para acrescentar alguns nomes em seu plantel de sexo casual. Perde-se assim o foco até mesmo de si! Deixa os sentimentos de lado e engana-se com o prazer que o gozo proporciona e, como uma droga, deprime-se aos domingos ao ver a cama vazia.
O tempo do amor, da paixão, do algo mais, do brilho nos olhos e do coração palpitante, é um tempo diferente do que vivemos diariamente. Não se conta com relógios, não é possível dividi-lo em começo meio e fim. É mais lento, mais arrastado. É aí que mora o perigo! Aí que mora os conflitos e aí que é a causa de inúmeros terapeutas estarem com as agendas lotadas! Estar só virou cobrança social. Ninguém quer ficar só. Morrer num AP lindo nos jardins, mas só, como uma vilã de novela, é pesadelo não declarado da raça humana! Inventamos o namorido. Juntamos os trapos assim que a coisa fica mais “séria” na pressa de finalmente ter alguém em casa que nos dê todo o carinho, afeto, sexo, aconchego, amor, etc, que merecemos!
Sem pressa. Tempo para sentir a brisa na face, de sentir os cheiros, as cores, os sabores. Como folhas que balançam compassadas nas copas das arvores no fim de tarde. Tempo da maré encher. Do coração encher-se, da alma transbordar. É desse tempo que temos saudades!
Ontem mesmo disse para uma amiga que os sentimentos são iguais para todos, o que fazemos com eles é que nos difere um dos outros.
Toda essa necessidade de carinho pode transformar-se numa carência aguda, numa solidão amarga, um eterno querer sem ter. Podemos assim, ficar vulneráveis ao conflito emocional/racional, transformando-nos em presas fáceis para uma relação amorosa unilateral. Ou seja, podemos nos iludir com a primeira figura que aparece declarando uma certa atração.
Outros por sua vez, fazem dessa necessidade uma desculpa para acrescentar alguns nomes em seu plantel de sexo casual. Perde-se assim o foco até mesmo de si! Deixa os sentimentos de lado e engana-se com o prazer que o gozo proporciona e, como uma droga, deprime-se aos domingos ao ver a cama vazia.
O tempo do amor, da paixão, do algo mais, do brilho nos olhos e do coração palpitante, é um tempo diferente do que vivemos diariamente. Não se conta com relógios, não é possível dividi-lo em começo meio e fim. É mais lento, mais arrastado. É aí que mora o perigo! Aí que mora os conflitos e aí que é a causa de inúmeros terapeutas estarem com as agendas lotadas! Estar só virou cobrança social. Ninguém quer ficar só. Morrer num AP lindo nos jardins, mas só, como uma vilã de novela, é pesadelo não declarado da raça humana! Inventamos o namorido. Juntamos os trapos assim que a coisa fica mais “séria” na pressa de finalmente ter alguém em casa que nos dê todo o carinho, afeto, sexo, aconchego, amor, etc, que merecemos!
Sem pressa. Tempo para sentir a brisa na face, de sentir os cheiros, as cores, os sabores. Como folhas que balançam compassadas nas copas das arvores no fim de tarde. Tempo da maré encher. Do coração encher-se, da alma transbordar. É desse tempo que temos saudades!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Matinal
Por mais que eu tente me desvencilhar da televisão logo de manhã, tornou-se quase um ritual abrir os olhos ramelentos , focalizar na fresta entre minha janela e o mundo lá de fora e tentar prever o tempo e na seqüência procurar o controle remoto. No breve instante entre o apertar o botãozinho vermelho e escutar aquele ruidinho agudo da TV ligando, penso se vou ver a Mariana Godoy no Bom Dia São Paulo ou já está não hora do Bom dia Brasil.
Depois de abastecer-me de notícias, hoje basicamente sobre a Copa, deixo a televisão falando sozinha e vou para minha higiene matinal. Durante o banho escuto o “Acorda menino, acorda menina” da Ana Maria Braga.
Enquanto me visto assisto o Mais Você esperando uma receita que seja fácil e que sirva para meu almoço, penso que depois eu pego pela net e imediatamente uma saudade compulsiva me leva até a sala e aperto o botão que liga meu PC veio. Que saudade de escutar a ventoinha e o “PI” que ele faz ao ligar. Acho que todo mundo tem uma certa relação de amor e ódio com o computador de casa. Eu sinto saudades do meu. Talvez por isso tenham inventado o lap top!
Hotmail, gmail, facebook, Yahoo, esse blog, o palpite, e a Ana Maria e o Louro José disputando pegadinhas lá no quarto. Hoje em dia eu escuto a TV muito mais que assisto.
Lendo alguns posts novos de blogs que assino percebi que o papo la no programa estava diferente. Estavam falando de relacionamento.
Sim! O dia dos namorados. Havia me esquecido.
E papo vai papo vem e muito do que foi dito eu já escrevi aqui e sempre leio em outros lugares por aí. Inclusive uma das convidadas é a mina do “homem é tudo palhaço”.
Falaram sobre os tempos modernos, no papel que a mulher tem na sociedade hoje, em como as relações estão mudadas e como os homens sentem-se perdidos.
Quando estava em plena crise de relacionamento montei esse blog para tentar colocar a casa em ordem, para entender meus sentimentos e tentar racionalizá-los de alguma forma, mas não sentia que era só isso. Outro dia escutei uma escritora dizer ( na TV) que ela escreve para não esquecer. Conclui que era isso mesmo! Escrevo para não esquecer também. Tudo que passei e os erros que cometi estão de uma forma ou de outra, registrados aqui. Escrever é um aprendizado de si.
Descobri tanta coisa sobre meu universo masculino, de como nós homens precisamos aprender a deixar os velhos dogmas e entender mais a mulher. No mínimo prestar mais atenção nela.
Descobri que fui galinha, canalha, cafajeste, que fui meloso, grudento e carente. E tudo isso me transformou num homem muito mais maduro e coerente. Sinto orgulho em dizer que sou um Homem ( com H maiúsculo) hoje. Sinto realmente ter amadurecido e de estar aberto para conhecer o outro “sem medo de se machucar”. Frase que cortei. Medo de sentir é medo de viver.
Vou errar muito ainda. Cada mulher é uma nova experiência, cada novo relacionamento é uma nova experiência e ser sincero e leal tornou-se minha base. Minha bussola para orientar-me nesse caminho tão bonito que é o amor.
Desejo de ter a quem presentear no dia dos namorados todo mundo tem. Todo solteiro quer um aconchego, encontrar um “grande amor”. Mas enquanto projetarmos um sonho na realidade e não prestarmos atenção no que bate aqui dentro de nós, continuaremos batendo cabeça e admirando casais apaixonados.
Aí acabou o papo, os convidados partiram, a Ana Maria finalizou o prato e finalmente desliguei a TV. Escrevi esse post e notei que mais de 1000 pessoinhas já estiveram por aqui. Obrigado por desprenderem seu precioso tempo para ler essas entranhas de entrelinhas!
Depois de abastecer-me de notícias, hoje basicamente sobre a Copa, deixo a televisão falando sozinha e vou para minha higiene matinal. Durante o banho escuto o “Acorda menino, acorda menina” da Ana Maria Braga.
Enquanto me visto assisto o Mais Você esperando uma receita que seja fácil e que sirva para meu almoço, penso que depois eu pego pela net e imediatamente uma saudade compulsiva me leva até a sala e aperto o botão que liga meu PC veio. Que saudade de escutar a ventoinha e o “PI” que ele faz ao ligar. Acho que todo mundo tem uma certa relação de amor e ódio com o computador de casa. Eu sinto saudades do meu. Talvez por isso tenham inventado o lap top!
Hotmail, gmail, facebook, Yahoo, esse blog, o palpite, e a Ana Maria e o Louro José disputando pegadinhas lá no quarto. Hoje em dia eu escuto a TV muito mais que assisto.
Lendo alguns posts novos de blogs que assino percebi que o papo la no programa estava diferente. Estavam falando de relacionamento.
Sim! O dia dos namorados. Havia me esquecido.
E papo vai papo vem e muito do que foi dito eu já escrevi aqui e sempre leio em outros lugares por aí. Inclusive uma das convidadas é a mina do “homem é tudo palhaço”.
Falaram sobre os tempos modernos, no papel que a mulher tem na sociedade hoje, em como as relações estão mudadas e como os homens sentem-se perdidos.
Quando estava em plena crise de relacionamento montei esse blog para tentar colocar a casa em ordem, para entender meus sentimentos e tentar racionalizá-los de alguma forma, mas não sentia que era só isso. Outro dia escutei uma escritora dizer ( na TV) que ela escreve para não esquecer. Conclui que era isso mesmo! Escrevo para não esquecer também. Tudo que passei e os erros que cometi estão de uma forma ou de outra, registrados aqui. Escrever é um aprendizado de si.
Descobri tanta coisa sobre meu universo masculino, de como nós homens precisamos aprender a deixar os velhos dogmas e entender mais a mulher. No mínimo prestar mais atenção nela.
Descobri que fui galinha, canalha, cafajeste, que fui meloso, grudento e carente. E tudo isso me transformou num homem muito mais maduro e coerente. Sinto orgulho em dizer que sou um Homem ( com H maiúsculo) hoje. Sinto realmente ter amadurecido e de estar aberto para conhecer o outro “sem medo de se machucar”. Frase que cortei. Medo de sentir é medo de viver.
Vou errar muito ainda. Cada mulher é uma nova experiência, cada novo relacionamento é uma nova experiência e ser sincero e leal tornou-se minha base. Minha bussola para orientar-me nesse caminho tão bonito que é o amor.
Desejo de ter a quem presentear no dia dos namorados todo mundo tem. Todo solteiro quer um aconchego, encontrar um “grande amor”. Mas enquanto projetarmos um sonho na realidade e não prestarmos atenção no que bate aqui dentro de nós, continuaremos batendo cabeça e admirando casais apaixonados.
Aí acabou o papo, os convidados partiram, a Ana Maria finalizou o prato e finalmente desliguei a TV. Escrevi esse post e notei que mais de 1000 pessoinhas já estiveram por aqui. Obrigado por desprenderem seu precioso tempo para ler essas entranhas de entrelinhas!
terça-feira, 8 de junho de 2010
Não para, não para, não para não.
Estive pensando em algumas coisas. Sabe aqueles pensamentos que você gostaria que o mundo pensasse igual? Bom, pelo menos que o Brasil pensasse, pelo menos São Paulo, pelo menos o Metrô. Sim o metrô e os modais que integram o sistema de transporte público da capital.
Estão fazendo uma baita campanha da linha amarela e da expansão das linhas. Ofereceram um período gratuito nessa linha, propagandas bem produzidas, programas de TV, reportagens em telejornais e mídia impressa. Viva o metrô.
Moro pertinho da estação Brigadeiro e sei bem os benefícios disso. É quase mágico. Quase como descer na garagem do prédio e quando voltar para o térreo estar em outro lugar. Ok, nem tão mágico assim, mas é muito bom.
Juntando a esse pensamento a lei seca. Lindo na teoria, na pratica a coisa é bem diferente. Sair com o carro e não beber não é o fim do mundo, mas é muito menos prazeroso estar numa balada tomando coca-cola. Para os adeptos a uma boa cerveja como eu a primeira solução que pensamos é o metrô. Perfeito se tiver um ponto perto da balada. Dá até pra ir bebendo no caminho!
E aí vem o pensamento que eu queria que as autoridades responsáveis pelo transporte público tivessem:
Porque cargas d’água o metrô pára à meia-noite?
São Paulo sempre foi classificada como a cidade que nunca dorme, que nunca pára. É conhecido que a vida noturna na capital é agitada. Como pode então o metro fechar?
Não que tenha que manter a mesma frota, mas que pelo menos de hora em hora.
Seria mais que justo para uma população que vive tão estressada poder curtir a noite paulistana sem preocupação com o horário. Sem precisar sair correndo de uma festa que está só começando para não perder o metro.
E se não falarmos da vida noturna dos baladeiros, uma pessoa que numa emergência precise chegar a algum lugar na madrugada, um hospital por exemplo, fica totalmente sem opção. E taxi pra muita gente está totalmente fora do orçamento.
Toda essa campanha é valida. O metro deve mesmo se expandir. Deve haver investimento com trens modernos que nem maquinista tem, deve-se sim dar conforto pra população. E deve sim prestar serviço de extrema utilidade publica, a meu ver, em todos os horários. As vezes ofuscam nossos olhos com tanta purpurina e gastos exorbitantes que esquecemos do básico. Há muito tempo, antes dessa expansão, se fosse expandido só o horário, já teria sido um belo de um avanço. Agora ta tudo cheirando a novo, mas de noite é melhor guardar na garagem. Medo que roubem o trem?
Acredito que as leis devam ser mais bem amarradas nesse sentido. A lei seca teria dado muito mais certa se o transporte público estivesse preparado para atender essa demanda noturna.
Enfim, é Copa e Viva o Brasil!
Estão fazendo uma baita campanha da linha amarela e da expansão das linhas. Ofereceram um período gratuito nessa linha, propagandas bem produzidas, programas de TV, reportagens em telejornais e mídia impressa. Viva o metrô.
Moro pertinho da estação Brigadeiro e sei bem os benefícios disso. É quase mágico. Quase como descer na garagem do prédio e quando voltar para o térreo estar em outro lugar. Ok, nem tão mágico assim, mas é muito bom.
Juntando a esse pensamento a lei seca. Lindo na teoria, na pratica a coisa é bem diferente. Sair com o carro e não beber não é o fim do mundo, mas é muito menos prazeroso estar numa balada tomando coca-cola. Para os adeptos a uma boa cerveja como eu a primeira solução que pensamos é o metrô. Perfeito se tiver um ponto perto da balada. Dá até pra ir bebendo no caminho!
E aí vem o pensamento que eu queria que as autoridades responsáveis pelo transporte público tivessem:
Porque cargas d’água o metrô pára à meia-noite?
São Paulo sempre foi classificada como a cidade que nunca dorme, que nunca pára. É conhecido que a vida noturna na capital é agitada. Como pode então o metro fechar?
Não que tenha que manter a mesma frota, mas que pelo menos de hora em hora.
Seria mais que justo para uma população que vive tão estressada poder curtir a noite paulistana sem preocupação com o horário. Sem precisar sair correndo de uma festa que está só começando para não perder o metro.
E se não falarmos da vida noturna dos baladeiros, uma pessoa que numa emergência precise chegar a algum lugar na madrugada, um hospital por exemplo, fica totalmente sem opção. E taxi pra muita gente está totalmente fora do orçamento.
Toda essa campanha é valida. O metro deve mesmo se expandir. Deve haver investimento com trens modernos que nem maquinista tem, deve-se sim dar conforto pra população. E deve sim prestar serviço de extrema utilidade publica, a meu ver, em todos os horários. As vezes ofuscam nossos olhos com tanta purpurina e gastos exorbitantes que esquecemos do básico. Há muito tempo, antes dessa expansão, se fosse expandido só o horário, já teria sido um belo de um avanço. Agora ta tudo cheirando a novo, mas de noite é melhor guardar na garagem. Medo que roubem o trem?
Acredito que as leis devam ser mais bem amarradas nesse sentido. A lei seca teria dado muito mais certa se o transporte público estivesse preparado para atender essa demanda noturna.
Enfim, é Copa e Viva o Brasil!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Arroz e Feijão
Tem amor que é como arroz e feijão.
Não o tédio que esses dois grãos unidos simbolizam.
Não o trivial e rotineiro.
Amor arroz e feijão para quem já saiu de casa.
Que não tem a cama arrumada nem a roupa passada.
Para quem prova o gosto da própria comida para manter-se vivo.
Para quem descobriu o quanto o arroz e feijão de casa faz falta.
Chega ao ponto de fazer um prato só de arroz e feijão para deliciar-se bocado após bocado como quem está saboreando um prato gourmet.
O caldo encorpado que revela o tempo que o fogo esteve agindo unindo os ingredientes e sabores. O tempo que levou para que todas as partes sejam chamadas de uma única só coisa. Que só, a coisa é arroz ou é feijão. Coisa boa, mas coisa só.
A saudade de um arroz e feijão é diferente. É saudade do aconchego, do cheiro, do prazer que aquele tempero causa dentro de nós.
Um dia ele já foi corriqueiro. Já foi quase enjoativo. Já quisemos incorporar outros sabores para sentir uma novidade. Para quebrar a rotina e nem sempre a mistura ficava boa.
Quando o sabor já faz parte do hábito apenas mastigamos e engolimos, mas não sentimos o verdadeiro sabor.
Talvez a distância seja tempero fundamental para que o arroz e feijão não perca seu sabor verdadeiro. Para que possamos deliciarmo-nos em cada bocado é preciso um tempero feito de distancia e saudades.
Tem amor que é como arroz e feijão: por mais que existam inúmeros por aí, tem sempre um que não esquecemos.
Não o tédio que esses dois grãos unidos simbolizam.
Não o trivial e rotineiro.
Amor arroz e feijão para quem já saiu de casa.
Que não tem a cama arrumada nem a roupa passada.
Para quem prova o gosto da própria comida para manter-se vivo.
Para quem descobriu o quanto o arroz e feijão de casa faz falta.
Chega ao ponto de fazer um prato só de arroz e feijão para deliciar-se bocado após bocado como quem está saboreando um prato gourmet.
O caldo encorpado que revela o tempo que o fogo esteve agindo unindo os ingredientes e sabores. O tempo que levou para que todas as partes sejam chamadas de uma única só coisa. Que só, a coisa é arroz ou é feijão. Coisa boa, mas coisa só.
A saudade de um arroz e feijão é diferente. É saudade do aconchego, do cheiro, do prazer que aquele tempero causa dentro de nós.
Um dia ele já foi corriqueiro. Já foi quase enjoativo. Já quisemos incorporar outros sabores para sentir uma novidade. Para quebrar a rotina e nem sempre a mistura ficava boa.
Quando o sabor já faz parte do hábito apenas mastigamos e engolimos, mas não sentimos o verdadeiro sabor.
Talvez a distância seja tempero fundamental para que o arroz e feijão não perca seu sabor verdadeiro. Para que possamos deliciarmo-nos em cada bocado é preciso um tempero feito de distancia e saudades.
Tem amor que é como arroz e feijão: por mais que existam inúmeros por aí, tem sempre um que não esquecemos.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cronologia Amorosa
Quando tinha 15 anos queria a menina mais bonita da cidade para desfilar de mãos dadas e lascar beijos fervorosos diante de uma platéia importantíssima de amigos. Nada importava mais que simplesmente ser gostosa.
Quando fiz 18 e depois de muito trabalhar pra conseguir meu primeiro carro, um fusca, finalmente sai com uma gostosona! Transamos na terceira vez que nos encontramos e me apaixonei. 3 meses depois ela estava saindo com um cara todo malhado que jogava no time de futebol da cidade.
Depois dessa experiência quis uma menina bonita, meiga, educada, que não fosse tão ligada a forma física, coisa que não me favorecia muito e que levasse uma relação a sério.
Logo aos 19 tive minha primeira namorada séria. Conheci a família, viajamos juntos, prometemos amor eterno. Na época ela estava no cursinho e eu no primeiro ano de faculdade.
Assim que ela ingressou em agronomia descobri que ela era muito mais séria e careta do que eu que cursava comunicação. Ela queria casar e eu viajar pra fora do país. Medo! Insegurança e imaturidade.
Aos 22 não queria saber de nada sério e voltando do exterior queria mais é curtir a vida com uma menina tão doida quanto eu.
Encontrei uma mulher mais madura. Uns 20 anos mais experiente. E louca em inúmeros aspectos. De tão louca esquecia-se de mim.
Aos 25 queria mesmo é cuidar de mim. Fiquei magro, e minha alegria era o desafio da conquista. Bem cafajeste. Até que me cansei dessa vida. Queria alguém para assistir as vídeo cacetadas num domingo monótono, sossegar de vez.
Conheci minha ex-mulher. Vivemos um amor sublime e importante que será impossível tirar da memória ou do coração. Mas até então não tinha renda, casa, trabalho e nada que me desse segurança para realmente sossegar.
Agora tenho 30. Só penso em dinheiro e ...
...Não sei o que, ou quem, quero. Só quero que o sentimento seja sincero, intenso, e verdadeiro. Uma bela bunda, um beijo bom e sexo alucinante é pedir muito?
Roteiro em aberto.
Quando fiz 18 e depois de muito trabalhar pra conseguir meu primeiro carro, um fusca, finalmente sai com uma gostosona! Transamos na terceira vez que nos encontramos e me apaixonei. 3 meses depois ela estava saindo com um cara todo malhado que jogava no time de futebol da cidade.
Depois dessa experiência quis uma menina bonita, meiga, educada, que não fosse tão ligada a forma física, coisa que não me favorecia muito e que levasse uma relação a sério.
Logo aos 19 tive minha primeira namorada séria. Conheci a família, viajamos juntos, prometemos amor eterno. Na época ela estava no cursinho e eu no primeiro ano de faculdade.
Assim que ela ingressou em agronomia descobri que ela era muito mais séria e careta do que eu que cursava comunicação. Ela queria casar e eu viajar pra fora do país. Medo! Insegurança e imaturidade.
Aos 22 não queria saber de nada sério e voltando do exterior queria mais é curtir a vida com uma menina tão doida quanto eu.
Encontrei uma mulher mais madura. Uns 20 anos mais experiente. E louca em inúmeros aspectos. De tão louca esquecia-se de mim.
Aos 25 queria mesmo é cuidar de mim. Fiquei magro, e minha alegria era o desafio da conquista. Bem cafajeste. Até que me cansei dessa vida. Queria alguém para assistir as vídeo cacetadas num domingo monótono, sossegar de vez.
Conheci minha ex-mulher. Vivemos um amor sublime e importante que será impossível tirar da memória ou do coração. Mas até então não tinha renda, casa, trabalho e nada que me desse segurança para realmente sossegar.
Agora tenho 30. Só penso em dinheiro e ...
...Não sei o que, ou quem, quero. Só quero que o sentimento seja sincero, intenso, e verdadeiro. Uma bela bunda, um beijo bom e sexo alucinante é pedir muito?
Roteiro em aberto.
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