sábado, 25 de setembro de 2010

Opostos

E os opostos? Será que se atraem?
Até que ponto a diferença é suportável?
Escutei uma historia que alguém escutou de uma senhora de idade pré histórica muito sábia: precisa ser diferente, o igual cansa.
E diz que o ensinamento da velha era longo. Dentre as falas ela afirma que é importante admirar o diferente. Ser ignorante e aprender sobre o assunto do outro é interessante.

Bom, pensando bem, se convivesse com alguém igual a mim brigaríamos o tempo todo.

Pensando em São Paulo, é impossível não ser plural. No interior, numa cidade de 30 mil habitantes, todo mundo “currrrrrte a mema coisa”, salvo uns 5 %. Dos 30 miR quantos saem na noite? Uns miR no máximo!
Na capitaR oce pode ir no Vila e se sentir no Texas. Pode ir ao Samba e conhecer os bambas, pode ir bater cabeça no roque, funk, jazz, rap, eletrônico... Na mesma proporção de variedades de baladas, temos as pessoas. Tão diferentes quanto.
Meu trabalho proporciona conhecer um numero muito grande de pessoas. De casal gay, personal, estudante e DJ à velhinhos, empregadas, solteirões, pensionistas... Uma galera!
Existe uma nóia coletiva onde todo mundo desconfia de todo mundo. Eu acho que todo mundo tem alguma coisa pra acrescentar. Eu sinto quando a pessoa não é do bem. Já fui assaltado e agredido sei bem o olhar de alguém mal intencionado.
Não aprender com essa variedade cultural é burrice. Viver nas “tribos” como se fosse a verdade absoluta é muito pequeno e estúpido. Acaba sendo estúpido, na verdade. As tribos se agridem. Muitas vezes fisicamente.
Acredito na diferença ser um fator que une desde que ambos estejam dispostos a conhecer o mundo um do outro.
Agregar, dividir para somar, compartilhar, reunir, renovar.
Se ambos se interessarem pelos assuntos até então ignorados e descobrirem porque o outro gosta tanto, é o melhor caminho pra se ter uma convivência duradoura, pacifica e promissora.

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